Vacinação contra a Covid de menores de cinco anos é um dos cenários "a ser equacionado"

O coordenador da Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 admite à TSF que, mais tarde ou mais cedo, a discussão sobre a administração da vacina a menores de cinco anos vai chegar a Portugal. A Pfizer já fez o pedido de autorização para o uso de emergência em bebés ao regulador do medicamento norte-americano.

A vacinação abaixo dos cinco anos ainda não está em cima da mesa da Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19. Como tem sido prática, Portugal vai esperar pela luz verde da Agência Europeia do Medicamento, mas Válter Fonseca não excluí esse cenário. O coordenador da comissão admite que a vacinação contra a Covid pode evoluir nesse sentido.

"Claro que há vários cenários em aberto sobre como vamos organizar a vacinação daqui para a frente que estão naturalmente a ser equacionados", afirma Válter Fonseca que, quando convidado a dar exemplos, fala do alargamento da vacinação a faixas etárias mais novas. Essa é ainda uma hipótese, mas o coordenador da Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 assegura desde já que "as decisões sobre vacinação, sobretudo em idade pediátrica, são tomadas em função do melhor interesse da criança".

Quanto à administração da segunda dose para crianças dos 5 aos 11 anos que arranca no fim de semana de 5 e 6 de fevereiro, Válter Fonseca deixa uma mensagem de confiança: "Há milhões de crianças vacinadas em todo o mundo e aquilo que se verifica é que as vacinas são efetivamente seguras".

Em Portugal, foram registadas 57 reações adversas às vacinas, mas o coordenador da comissão técnica desvaloriza. " [As vacinas] têm algumas reações adversas extraordinariamente raras e mesmo quando ocorrem, são ligeiras e de resolução rápida e completa", assegura. Válter Fonseca garante ainda que a vacina "confere proteção para podermos enfrentar com mais segurança uma infeção que está ainda em fase de pandemia".

Já em relação às crianças que nesta fase não estão elegíveis para a vacina por terem estado infetadas com o vírus SARS-CoV-2 há pouco tempo, a recomendação é para que só recebam a primeira dose ou completem o esquema vacinal três meses depois da infeção. "Este foi intervalo recomendado pela Comissão Técnica de Vacinação e adotado pela Direção-Geral da Saúde como o intervalo que melhor equilibra o benefício da vacinação e a sua segurança", revela Válter Fonseca.

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