Vacinação. DGS espera adesão "progressivamente boa" nas crianças e afasta que adultos saiam "prejudicados"

Graça Freitas adianta que a expectativa para a vacinação de crianças entre os cinco e os 11 anos é "muito positiva" e acredita que os pais vão ganhar confiança à medida que o processo for decorrendo.

A diretora-geral da Saúde espera uma adesão "progressivamente boa" à vacinação das crianças entre os cinco e os 11 anos. Graça Freitas fala numa expectativa "muito positiva" e garante que a vacinação dos adultos não será prejudicada.

"A expectativa é muito positiva, porque temos os dados dos jovens entre os 12 e os 17 anos para comparar. Aí a cobertura vacinal é muito elevada", disse, em declarações à RTP3. Tal como aconteceu com as outras idades, estas crianças vão ser vacinadas por ordem decrescente de idade, "no sentido de dar confiança aos pais e de ser uma continuidade do processo de vacinação".

"Estamos à espera de uma adesão progressivamente boa", admitiu, reforçando que Portugal tem vacinas suficientes para todas as crianças.

A vacinação das crianças nestas faixas etárias vai funcionar, para já, exclusivamente, por autoagendamento. A DGS considerou que essa é "a melhor forma porque permite ter um dia e uma hora marcada". "É preferível chegar com uma hora marcada do que ficar à espera mais tempo", afirmou Graça Freitas, referindo que a vacinação destas crianças "não vai prejudicar" a vacinação dos adultos que já tinham um dia agendado.

A diretora-geral da Saúde sublinhou que estão a ser vacinadas uma média de 70 mil pessoas por dia, sendo que o país "tem capacidade instalada" para vacinar ainda mais.

Graça Freitas negou que a decisão para vacinar as crianças nestas faixas etárias tenha demorado muito tempo. "O trabalho vai sendo feito com a informação que temos. A Agência Europeia do Medicamento (EMA) só autorizou a vacina a 25 de novembro e foi nessa altura que ficaram disponíveis os dados sobre os ensaios clínicos que suportaram a decisão da EMA. Entre 25 de novembro e a semana passada não demorou muito tempo. Não é algo que se faça de imediato, mas até foi um tempo muito curto", explicou.

Com o Natal à porta, Graça Freitas apelou ainda à vacinação com a dose de reforço, à vacinação infantil e à testagem. Apesar da falta de testes que se tem verificado nos últimos dias, garantiu que "tem havido muita procura e o mercado está a adaptar-se".

"Nunca se testou tanta gente em Portugal como nestes últimos dias", relembrou, pedindo "bom senso". "Ao proteger-nos a nós estamos a proteger os outros. A luta contra a Covid é feita de camadas de proteção e é de todos", finalizou.

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