Vacinação nas prisões quase completa

Diretor da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais faz o ponto da situação da vacinação contra a Covid-19 nas cadeias.

O processo de vacinação dos reclusos está quase completo. Esta quarta-feira, o estabelecimento prisional do Funchal, onde há mais de 300 reclusos, terminou a vacinação. Ao mesmo tempo, começou a vacinação das reclusas em Odemira.

Rómulo Mateus, diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, fez o ponto da situação, em declarações à TSF, e afirmou que, num primeiro momento, a vacinação foi feita por grupo etário, método com o qual a direção de serviços prisionais não concordava e, por isso, a task force deixou de ter a idade como critério.

Neste momento, mais de 89% dos reclusos já foram vacinados e 53% têm a vacinação completa.

"Quase todos os estabelecimentos prisionais já estão vacinados, faltarão dois ou três como é o caso de Sintra, por exemplo. Falta a ala B porque houve um surto, mas a ala A já está vacinada. Posso dizer que já temos mais de 89% dos reclusos vacinados e mais de 53% integralmente vacinados, com o programa completo", explicou à TSF Rómulo Mateus.

O responsável da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais está satisfeito, apesar de não ter sido alcançada a meta de vacinar o universo prisional até 15 de junho.

"Tal como previa, temia que esse prazo resvalasse. Era praticamente inevitável, dado a dispersão e multiplicidade de estabelecimentos prisionais, mas estamos no fim do mês e faltam-nos poucos, dois ou três, e poucos reclusos para fechar a vacinação. Ao mesmo tempo, já temos mais de 74% dos nossos trabalhadores com a vacinação completa e creio poder dizer que os restantes têm pelo menos a primeira inoculação", afirmou.

Quanto a mortes nos estabelecimentos prisionais, o número mantém-se em zero, ao contrário de Inglaterra, por exemplo, onde morreram 149 reclusos com Covid-19. Em relação ao surto no Estabelecimento Prisional de Sintra, Rómulo Mateus assegura que foram adotadas medidas imediatamente.

"Neste momento, estavam 29 reclusos oriundos de Sintra positivos, estão todos no hospital prisional onde têm cuidados médicos 24 horas por dia, embora estejam assintomáticos. A ala B de Sintra continua em isolamento profilático, absolutamente estanque. Está separada das demais", revelou Rómulo Mateus.

Apesar do surto, as visitas não foram suspensas. O diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais pensa que o paradigma que a pandemia impôs é muito restritivo e sente que os reclusos têm alguma ansiedade neste campo.

"Sinto uma grande ansiedade dos reclusos em mudar o paradigma das visitas, agora que a vacinação está prestes a ser concluída, e creio que temos de ser mais flexíveis, ouvir a Saúde, esperar que o programa de vacinação esteja completo, e, depois temos de dar alguns sinais de que somos capazes de abrir e moderar as condições impostas aos reclusos, que não são fáceis, embora seja tudo feito no sentido de proteger as pessoas", acrescentou o responsável.

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