Vagas nos cursos do Ensino Superior com notas mais altas podem aumentar

No ano passado, os cursos com nota de acesso mais alta foram os ligados à Engenharia, Medicina e Matemáticas aplicadas. O aumento de vagas beneficiaria sobretudo os cursos em Lisboa e no Porto.

As vagas nos cursos do Ensino Superior com notas de acesso mais altas poderão aumentar no próximo ano, de acordo com a proposta da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior que já foi entregue ao ministro Manuel Heitor.

A Comissão quer um aumento de vagas que pode chegar aos 15%. Haverá mais vagas para os cursos de excelência, isto é, aqueles em que a nota de acesso foi de, pelo menos, 17 valores.

Para estes cursos, a Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior propõe um aumento de vagas até aos 15%.

O coordenador da Comissão, Fontainhas Fernandes, explica ao Jornal de Notícias que é importante que os alunos estejam nos cursos que querem, até porque não são estes alunos, que não entram com média de 17, que vão mudar para uma universidade ou politécnico no Interior do país.

No ano passado, os cursos com nota de acesso mais alta foram os ligados à Engenharia, Medicina e Matemáticas aplicadas. O aumento de vagas beneficiaria sobretudo os cursos em Lisboa e no Porto.

Nos cursos que não são de excelência, a comissão propõe que as vagas se mantenham.

Outra proposta passa pelo ajuste de oferta no concurso especial dos alunos que chegam ao Superior pela via profissional. No ano passado, quando este concurso abriu pela pela primeira vez, 74% das vagas ficaram por preencher.

Por isso, a comissão liderada por Fontainhas Fernandes quer fixar mais vagas nos cursos com mais procura, em vez de dispersar a oferta por cursos com taxas residuais. O presidente da Comissão, Fontainhas Fernandes, explica que se pretende dar mais estabilidade aos melhores alunos, "face ao aumento de candidatos que se registou no último ano e à necessidade de garantir maior estabilidade e maior previsibilidade no concurso nacional de acesso".

"Nesses cursos não se deve impedir que os alunos não entrem no ensino superior", argumenta.

Outra proposta passa pelo ajuste de oferta no concurso especial dos alunos que chegam ao superior pela via profissional.

Fontainhas Fernandes quer apostar também nas pós-graduações: "Faria sentido também dar prioridade às pós-graduações, às ditas formações curtas."

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