Vai nascer um Observatório Nacional do Bullying e um Plano B para o eliminar

Além do Plano B, a Associação Plano i vai criar o Observatório Nacional do Bullying. Os dados serão recolhidos através de um questionário que estará disponível a partir desta quinta-feira no site da associação.

O bullying é um problema de saúde pública, transversal a várias faixas etárias, mesmo depois da infância. Para prevenir os casos de violência e de forma a promover a saúde mental, a Associação Plano i e a Direção-Geral da Saúde lançam agora um programa designado Plano B.

A iniciativa envolve três municípios (Porto, Matosinhos e Figueira da Foz) e nove agrupamentos de escolas, o que perfaz 40 turmas. O foco são estudantes dos 2.º e 3.º ciclos, e a psicóloga e coordenadora do plano Ana Luísa Abreu, esclarece: "Se olharmos para o relatório anual de 2017, das vítimas de bullying que estão em atendimento - são 107, neste caso - 48,6% são crianças e jovens, e, desses, 15,9% são do 2.ºciclo e 13,1% do 3.º ciclo."

"Quase 60% dos autores deste crime são colegas da escola", acrescenta a coordenadora do programa.

Além do Plano B, a Associação Plano i vai ainda fazer nascer o Observatório Nacional do Bullying. Os dados serão recolhidos através de um questionário que estará disponível a partir desta quinta-feira no site da associação.

"Pode ser preenchido por vítimas, por ex-vítimas, por testemunhas ou simplesmente por pessoas que tomaram conhecimento, como, por exemplo, uma psicóloga, um pai ou uma mãe", refere Ana Luísa Abreu, que acredita que a recolha "vem tentar caracterizar em que momento, em que ano de escolaridade e em que ano civil [ocorrem os atos], também para compreender a prevalência de ano para ano" de forma a "caracterizar o fenómeno para depois haver uma intervenção à altura daquilo que é a realidade".

O observatório promete dados anuais sobre os casos de bullying em Portugal, que se registam em vários contextos dentro e para lá da escola.

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