Vão ser vacinados este fim de semana 60 mil trabalhadores das 'respostas sociais'

Serão criados 120 centros de vacinação em massa em todo o país.

Vão ser vacinados no próximo fim de semana 60 mil trabalhadores das chamadas 'respostas sociais', como serviços de apoio domiciliário,além de quase 190 mil professores e funcionários dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário.

A informação foi adiantada à TSF pela vice-presidente do Instituto da Segurança Social, Catarina Marcelino, depois de o jornal Público revelar que seria 32 mil o número de pessoas a ser convocadas.

Serão cerca de 30 mil trabalhadores de creches, ATL e rede solidária do pré-escolar, e outros 30 mil os funcionários de serviços de apoio domiciliário, centros de dia com domiciliação, centros de atividades ocupacionais para pessoas com deficiência, e os profissionais de serviços críticos da Segurança Social, das comissões de proteção de crianças e jovens e da ACT.

Catarina Marcelino diz que a vacinação destes profissionais, apesar de ser considerada relevante, só não avançou antes, porque é preciso estabelecer etapas dentro das prioridades.

Em breve, a vacinação contra a Covid-19 poderá chegar a alguns dos utentes dos Centros de Actividades Ocupacionais para pessoas com deficiência ou a pessoas em situação de sem abrigo, mas, nestes casos, será feito o levantamento das pessoas a vacinar, não uma operação massiva.

À TSF, Elisabete Gonçalves, representante da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhares em Funções Públicas e Sociais, diz que as convocatórias já estão a ser enviadas.

"Há locais onde trabalhadores de apoio domiciliário já foram vacinados, outros estão agora a ser chamados, tem sido por fases", nota.

Para a Elisabete Gonçalves, a medida implementada pelas autoridades de saúde de incluir nesta fase de vacinação os profissionais da área social, "face ao público com que trabalham, é "uma medida bastante acertada".

O próximo fim de semana será "o grande teste da vacinação em massa", escreve esta terça-feira o jornal Público, adiantando ainda que serão criados cerca de 120 centros de vacinação rápida em massa em todo o país, em vez dos mais de 150 que foram anunciados.

Haverá centros de imunização em larga escala e centros intermédios, para localidades com menor densidade populacional, mas também está prevista a vacinação em alguns centros de saúde.

O objetivo é que ninguém tenha de se deslocar mais de 20 quilómetros da sua área de residência para ser imunizado, explicou ao mesmo jornal uma fonte ligada ao processo.

Nestes centros de vacinação em massa será possível que um enfermeiro vacine cerca de 20 pessoas por hora, quando num centro de saúde consegue administrar, em média, cinco vacinas por hora.

O processo de inoculação dos professores sofreu um atraso de uma semana devido às restrições introduzidas na utilização da vacina da AstraZeneca, depois de a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) ter admitido uma "possível ligação" entre a vacina desta farmacêutica e "casos muito raros" de formação de coágulos sanguíneos.

As autoridades de saúde portuguesas decidiram recomendar a administração da vacina da AstraZeneca apenas para pessoas com ais de 60 anos de idade, seguindo a decisão de mais de uma dezena de países, que introduziram também restrições etárias.

Portugal tem atualmente 2.124.821 pessoas vacinadas, das quais 601.591 já com a segunda dose.

Notícia atualizada às 11h44

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