Variante Delta "é já dominante em Lisboa e Vale do Tejo"

Ministra da Saúde insistiu na necessidade de acelerar a vacinação.

Marta Temido justifica o elevado número de novos casos em Portugal com o avançar do desconfinamento, que começou já há algum tempo e antes de vários países da União Europeia, mas revela também que a variante Delta já é dominante em Lisboa e Vale do Tejo, a região que mais preocupa.

"Há uma prevalência bastante elevada da variante Delta, com transmissibilidade mais elevada e que é já dominante em Lisboa e Vale do Tejo. Sempre dissemos que as linhas são indicadores que nos levam a travar ou acelerar e tomar medidas em função daquilo que é a situação concreta. Estamos com um risco de transmissão efetivo e novos casos elevado. Temos de continuar a acelerar a vacinação, garantir o acesso a testes e que esse acesso seja efetivamente utilizado pelas pessoas", explicou a ministra da Saúde.

De acordo com os resultados preliminares das sequências já analisadas no mês de junho no âmbito do estudo sobre a diversidade genética do SARS-CoV-2 em Portugal, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), soube-se, no domingo, que a prevalência da variante Delta é superior a 60% na região de Lisboa e Vale do Tejo, em contraste com a região Norte onde a prevalência desta variante se situará ainda inferior a 15%.

Marta Temido insistiu também na necessidade de acelerar a vacinação e garantiu que os inquéritos epidemiológicos estão a ser efetuados dentro dos tempos definidos para uma boa qualidade de resposta.

"Quando outros países europeus estão numa situação de decréscimo de infeções, nós estamos numa situação de contraciclo e é óbvio que essa situação nos é desfavorável. Na semana passada conseguimos ter a melhor semana de vacinação em termos de vacinas administradas em dias úteis. O objetivo é chegar às 130 mil vacinas administradas por dia em julho. Isto é uma batalha que ainda vai ser longa", acrescentou Marta Temido.

Portugal registou esta segunda-feira três mortes associadas à Covid-19, um abrandamento de novos casos de infeções confirmadas pelo coronavírus SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, no total de 756, e um aumento significativo nos internamentos.

Mais de metade dos novos casos de infeção (484) continua a ser registada na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se verificaram também as três mortes.

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