Variante Delta. Ministra admite necessidade de revisão das metas para imunidade de grupo

Task force apontava para que a imunidade de grupo em Portugal fosse atingida a 8 de agosto.

A ministra da Saúde admitiu que, com o avanço da variante Delta, as metas para que Portugal atinja a imunidade de grupo terão de ser revistas.

"Neste momento aquilo que sabemos é que esta variante é mais agressiva quando existe apenas uma dose de vacina administrada e também sabemos que não basta ter a administração das duas doses de vacina. É necessário que exista um período de tempo após a segunda administração. Enquanto não atingirmos a imunidade de grupo, cujas informações têm de ser revistas e atualizadas face à própria dinâmica da transmissão da infeção e à emergência de novas variantes, temos de manter comportamentos de proteção. A vacinação não é, por si só, uma garantia de que as pessoas não possam ser infetadas, é uma probabilidade de maior proteção, mas temos de manter os comportamentos individuais que aprendemos e temos de nos capacitar que temos de o fazer por um período de tempo ainda mais longo", explicou Marta Temido.

A TSF já questionou a task force para a vacinação sobre a necessidade de rever a meta da imunidade de grupo, uma vez que a estrutura dirigida por Henrique Gouveia e Melo apontava para que isso acontecesse a 8 de agosto, embora na semana passada o vice-almirante tenha admitido que possa haver um atraso de duas semanas por falta de entrega de vacinas pelas farmacêuticas.

Marta Temido admite também que a população venha a precisar de ser vacinada mais vezes e que, por isso, a vacina contra a Covid-19 venha a ser incluída no plano nacional de vacinação.

"A compra de vacinas leva a estimar que precisaremos de mais vacinações. Há algumas referências a algumas faltas ao processo de vacinação que, naturalmente, nos preocupam muito. A vacina é uma oportunidade de proteção e, portanto, devemos aproveitá-la. Notamos que, provavelmente, faixas etárias mais jovens têm uma menor perceção do risco", afirmou.

Sobre o orçamento para o SNS, a ministra garante que tem sido feito um esforço de reforço.

"Houve um aumento dos pagamentos em atraso e da dívida vencida, quer face a dezembro quer face a maio homólogo. É um trabalho contínuo que é feito entre o Ministério da Saúde e o das Finanças", ressalvou a ministra da Saúde.

A ministra da Saúde salientou que o Governo quer que os portugueses recebam apoio financeiro para poderem fazer testes ao coronavírus e detetar a doença precocemente.

"Queremos, de facto, que as pessoas sejam financeiramente mais apoiadas nestes testes. É um mecanismo de controlo precoce da doença", reconheceu.

Questionada sobre o controlo aos adeptos da seleção nacional que viajaram até Sevilha no último fim de semana, a ministra apela ao bom senso de cada um.

"Espero que haja sobretudo um controlo daquilo que é a capacidade de cada um de se dirigir a um local onde existam testes disponíveis. Todos hoje temos a possibilidade da realização de um teste", acrescentou Marta Temido.

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