Variante Delta responsável por 95% dos casos em Portugal. Há regiões com 100% de frequência

A variante Delta representa já a totalidade dos casos nos Açores e na Madeira. Em todo o país os valores da linhagem estão perto dos 100%, com o Norte a registar a menor prevalência (87%). As variantes Beta, Gamma e Lambda praticamente desapareceram.

A variante Delta do coronavírus é a mais prevalente em Portugal, atingindo já os 94,8% de domínio. As variantes Beta (sem casos detetados na última semana) e Gamma (0,4%) estão a perder terreno, apresentando uma frequência "baixa e sem tendência crescente", de acordo com o o último relatório do Instituto Doutor Ricardo Jorge sobre a variedade genética do vírus em circulação no país.

O relatório salienta ainda que "não se detetaram novos casos da variante Lambda (C.37), a qual apresenta circulação vincada nas regiões do Peru e do Chile".

Entre as variantes de interesse em circulação em Portugal, destaca-se a B.1.621, detetada inicialmente na Colômbia, com uma frequência relativa à volta de 1%. Esta linhagem apresenta várias mutações na proteína Spike.

O Instituto Doutor Ricardo Jorge também destaca que, desde o seu aparecimento, foram registados no total 56 casos da variante Delta com a mutação adicional K417N na proteína Spike (Delta Plus), o que significa que tem apresentado uma tendência decrescente, não tendo sido detetado qualquer caso nas últimas duas semanas para além dos 56 já registados anteriormente.

A variante Delta representa já 100% dos casos nos Açores e na Madeira. No Alentejo a frequência desta linhagem também se aproxima de 1. A região Norte é a que tem uma prevalência mais baixa desta estirpe (87%); ainda assim, perto dos 90%. No Centro, a proporção de casos da variante Delta é 96,3%, e, em Lisboa e Vale do Tejo, já atinge os 97,2%. No Algarve, situa-se nos 94,1%.

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