Velório de Jorge Sampaio este sábado. Funeral realiza-se no domingo

Cerimónias fúnebres do antigo Presidente da República vão ter honras de Estado. Corpo estará em câmara-ardente entre as 12h00 e as 23h00 deste sábado.

O velório de Jorge Sampaio abre ao público às 12h00 deste sábado, no antigo Museu dos Coches, e o funeral realiza-se a partir das 11h00 do próximo domingo, dia 12 de setembro, no Mosteiro dos Jerónimos, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva

Numa declaração aos jornalistas, em que esteve acompanhado por José Manuel dos Santos, representante da família do antigo Presidente da República, de quem foi assessor cultural, o governante deu conta de que as cerimónias fúnebres se iniciam este sábado "a partir das 10h10".

O corpo chega à praça do município de Lisboa às 10h35 e daí, às 10h45, o cortejo fúnebre segue pela Rua do Arsenal, pela Praça do Comércio, Avenida da Ribeira das Naus, Cais do Sodré, Avenida 24 de Julho e Avenida da Índia, até chegar à Praça Afonso de Albuquerque. O destino é o antigo Museu dos Coches, onde estarão presentes o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República e o primeiro-ministro.

O velório, no mesmo local, abre ao público às 12h00 e o corpo estará em câmara-ardente até às 23h00.

No domingo, a cerimónia fúnebre oficial tem início às 11h00, no Mosteiro dos Jerónimos, contará com intervenções "na ordem crescente da hierarquia do Estado" e também com intervenções de familiares, "com um momento cultural e também com a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Teatro Nacional de São Carlos".

A cerimónia acaba às 13h00, momento a partir do qual o corpo de Jorge Sampaio segue para o cemitério do Alto de São João, em Lisboa, através da Avenida da Índia, da Avenida 24 de Julho, da Avenida da Ribeira das Naus, da Praça do Comércio, da Avenida Infante D. Henrique, da Avenida Mouzinho de Albuquerque, da Praça Paiva Couceiro e da Rua Morais Soares, chegando pelas 13h30.

Aí será prestada uma homenagem pelos três ramos das Forças Armadas, que marcará o final das cerimónias fúnebres oficiais, seguindo-se "uma cerimónia estritamente privada, estritamente reservada à família".

O antigo Presidente da República morreu hoje, aos 81 anos, no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, onde estava internado desde 27 de agosto, na sequência de dificuldades respiratórias.

O Governo decretou três dias de luto nacional pela sua morte e cerimónias fúnebres de Estado. O Presidente da República já promulgou o luto nacional de três dias, de sábado a segunda-feira, que implica bandeiras a meia-haste e a suspensão de eventos ligados ao Estado.

"O Presidente da República assinou o decreto que fixa luto nacional por três dias, de 11 a 13 de setembro, pelo falecimento do Presidente Jorge Sampaio", lê-se numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

Nascido em Lisboa em 18 de setembro de 1939, Jorge Fernando Branco de Sampaio foi um dos protagonistas da crise académica do início dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, e como advogado defendeu presos políticos durante a ditadura.

Notícia atualizada às 18h19

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