Violência na festa do Sporting prova que "polícias estão em risco a qualquer intervenção"

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia lamenta que os adeptos do Sporting tenham colocado em risco as forças de segurança e a saúde pública.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) diz que o comportamento dos adeptos do Sporting nas celebrações do título de campeão nacional, em Lisboa, "complicou muito" o trabalho das forças de segurança.

A multidão de adeptos que assistiu ao jogo no exterior de Alvalade e que mais tarde celebrou nas imediações do Marquês de Pombal colocou em risco "a segurança dos próprios elementos policiais, mas também a saúde pública dos demais cidadãos", condena o presidente da ASPP/PSP, Paulo Santos.

Em declarações à TSF, Paulo Santos destaca que a violência a que se assistiu esta terça-feira demonstra "que os polícias estão numa situação de risco iminente a qualquer atuação e a qualquer intervenção que tenham".

Ainda durante o jogo entre o Sporting e o Boavista, a PSP viu-se obrigada a disparar balas de borracha devido a desacatos nas imediações do Estádio José Alvalade, com adeptos a arremessar garrafas, caixotes do lixo e tochas, que resultaram em vários feridos.

Mais tarde, os agentes de segurança tiveram de conter as investidas dos adeptos, na Praça do Marquês de Pombal, antes de a equipa leonina chegar ao local, pelas 4 da madrugada.

Após várias tentativas de derrubarem as grades que circundavam o local e arremessos de objetos, o corpo de intervenção voltou a atuar, pela segunda vez, no mesmo local, enquanto alguns adeptos faziam deflagrar artefactos pirotécnicos.

Novamente, algumas pessoas sofreram ferimentos, necessitando de assistência dos bombeiros.

"Foi lastimável ver pessoas a projetar garrafas objetos e a colocar em perigo profissionais da PSP que apenas tentavam zelar pela segurança dos próprios utentes da via e dar cumprimento àquilo que são as regras e as e as leis estabelecidas pela sociedade e pelo Estado de direito democrático", lamenta Paulo Santos.

Segundo as regras do estado de calamidade em que o país se encontra devido à pandemia de Covid-19, não são permitidas mais de dez pessoas na via pública, mas pela primeira vez em mais de um ano milhares de pessoas concentraram-se nas ruas.

"Foram aniquiladas as regras mais elementares, tanto no quadro dos comportamentos sociais, mas também no padrão das normas da Direção-Geral de Saúde e todas as normas de combate à pandemia."

Paulo Santos confessa desconhecer se um cenário semelhante ao que acabou por se registar foi acautelado pela Câmara Municipal de Lisboa, mas considera que "é necessário fazer uma avaliação por parte das entidades competentes para evitar no futuro que se repitam este tipo de episódios."

Para o presidente da ASPP/PSP, o ministro da Administração Interna deve retirar do que aconteceu uma mensagem clara: episódios como este reforçam a ideia de que a PSP deviam receber subsídio de risco. "Ficou mais que e evidente o risco que os polícias diariamente atravessam", aponta.

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