"Vírus não conhecem fronteiras." Ómicron exige "isolamento mais proativo e testagem mais intensa"

Graça Freitas alerta que a nova variante "vai propagar-se por todo o mundo". A diretora-geral da Saúde apela à automonitorização de sintomas e contacto com a linha SNS 24 a quem viajou para estes países onde a Ómicron está a circular.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, adiantou, esta segunda-feira, que a nova variante Ómicron, sendo mais transmissível, "vai propagar-se por todo o mundo". A Organização Mundial da Saúde alertou para um "risco muito elevado" relativamente à nova variante, devido ao potencial para ser mais resistente à imunização e mais contagiosa.

"Os vírus não conhecem fronteiras", afirmou Graça Freitas, em declarações à TSF, sublinhando que, "mesmo que a doença esteja mais controlada devido à vacinação, há países com taxas de vacinação muito baixas".

A DGS lembrou que as autoridades da saúde nunca referiram que a pandemia tinha terminado.

Graça Freitas voltou a apelar à população para manter os cuidados e medidas de prevenção, nomeadamente o uso da máscara, a higienização das mãos, o arejamento das superfícies e espaços fechados, e "não ter contactos muito alargados fora da sua bolha".

A diretora-geral da Saúde acrescentou que as autoridades de saúde estão também a apelar para a automonitorização de sintomas e contacto com a linha SNS 24 a quem viajou para os países onde a variante está a circular. "Há aqui um isolamento mais proativo e mais intenso, e uma testagem mais intensa dos contactos", admitiu.

Lembrando que a pandemia ainda não acabou, Graça Freitas alertou para a necessidade de "estarmos continuamente alerta". "Estas variantes podem surgir em qualquer sítio, nomeadamente em locais onde a taxa de vacinação é muito baixa, já que estamos na era da globalização", considerou.

A diretora-geral da Saúde referiu que as autoridades de saúde nacionais continuam a trabalhar para "ganhar tempo a uma variante que ainda não se conhece bem".

"A DGS trabalha na parte da vigilância e testagem e o INSA na identificação dos vírus para se perceber se se trata da variante Delta ou Ómicron", indicou.

O primeiro caso confirmado da variante Ómicron foi detetado numa amostra colhida no passado dia 09 de novembro, na África do Sul. Dois dias depois um outro caso da mesma variante foi confirmado no vizinho Botswana.

Em Portugal, foram confirmados, esta segunda-feira, os 13 primeiros casos desta variante. O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e a Direção-Geral da Saúde (DGS) adiantaram que todas as amostras positivas estão "associadas a casos de infeção de jogadores do B SAD, dado que um dos casos positivos terá tido uma viagem recente à África do Sul".

O INSA indicou ainda que as autoridades de saúde determinaram o "isolamento profilático dos contactos dos casos de infeção associados a este surto, independentemente do estado vacinal e do nível de exposição".

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