"Votaria a favor" da vacina obrigatória contra a Covid-19. Rejeitar vacinar crianças é "falsa questão"

Francisco George não vê qualquer problema em avançar com a vacinação de crianças, e acredita que é uma boa decisão tornar obrigatória a vacina contra a Covid-19.

Francisco George defende que a vacinação contra a Covid-19 deve passar a ser obrigatória. A propósito da recomendação da Organização Mundial da Saúde feita pelo diretor executivo para a Europa, que voltou nas últimas horas a assinalar o cenário de um serio agravamento da pandemia, defendendo que chegou a hora de discutir a obrigatoriedade da vacinação, o presidente da Cruz Vermelha portuguesa e ex diretor-geral da Saúde não só concorda com a premência desse debate, como é perentório na posição favorável à imposição.

"Votaria a favor, sem dúvida, porque iria proteger o indivíduo que é vacinado e, por simpatia, isto é, devido à menor probabilidade de causar problemas, não só, por exemplo, em ambiente hospitalar, mas também à proteção de outros, é necessário tornar obrigatório", revelou, em declarações no Fórum TSF.

O antigo DGS admite que esta "não é a nossa tradição desde 1974", mas defende que "é preciso levar a sério este problema", e recupera outro exemplo: "Nos anos 1960, prevenção da raiva humana, por exemplo, era obrigatória. Quem fosse mordido por um cão e a seguir não fosse fazer a série completa de vacinas era procurado pela polícia em casa. Eu próprio testemunhei esta questão como doente em tratamento preventivo para a raiva humana; uma vez não me apresentei no instituto e a polícia foi a minha casa e obrigou-me a ir fazer a vacina."

Francisco George não compreende também a celeuma em torno da possibilidade de vacinar os menores. "A criança, quando nasce, no dia em que nasce, poucos minutos depois, leva a sua primeira vacina, e ninguém contesta. É a vacina contra o cancro do fígado, é chamada a vacina contra a hepatite B."

"Qual é a questão de vacinas em crianças? Depois há o programa, que começa aos três meses de idade, para o tétano, para a tosse convulsa, depois para a poliomielite, aos três meses, aos nove meses, aos 11 meses de idade. Não conheço este pavor com a vacinação das crianças. "A vacinação de crianças é um assunto que em Portugal pensaria eu que já estivesse resolvido. É uma falsa questão."

O presidente da Cruz Vermelha em Portugal advoga que o cumprimento do calendário vacinal por parte dos pais em relação aos filhos comprova que não há nada a temer com a imposição da vacina contra a Covid-19.

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