Sócrates põe um ponto final na discussão sobre as obras públicas

O primeiro-ministro, José Sócrates, garante que todas as obras públicas vão avançar como previsto, argumentando que elas “servirão para melhorar a competitividade do país e, no curto prazo, garantir que mais gente tem emprego”. Em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, Sócrates dá como exemplo o TGV que vai ter ligação “Lisboa/Madrid, mas também Lisboa/Porto e Porto/Vigo”.

As barragens, o aeroporto ou as auto-estradas – citando, uma vez mais, o exemplo da auto-estrada para Bragança – são obras que Sócrates garante não irem parar, mesmo que a oposição reclame a necessidade de não absorver a capacidade que os bancos têm para oferecer crédito.

Para o chefe do Governo «o crédito existirá em função da qualidade dos projectos» e «o mais importante é que o Estado deve um sinal claro à economia de que vai realizar todos os investimentos públicos que são necessários realizar para fomentar a actividade económica e para modernizar o país».

«A crise financeira é mundial e ninguém escapará. Os portugueses também não»

O chefe do Executivo considera que a crise financeira vai atingir o mundo inteiro e, portanto, Portugal não vai escapar. O Governo promete «fazer tudo para minimizar os efeitos desta crise». Sócrates acusa os Estados Unidos de terem causado esta crise, mas admite que os Estados europeus também falharam.

Em relação às previsões que sustentam o Orçamento do Estado para 2009, o primeiro-ministro lembra que elas «são sustentadas naquilo que conhecemos hoje», mas aceita que elas podem mudar «para cima ou para baixo».

Avaliação dos professores vai continuar

Em relação à polémica que opõe os sindicatos de professores ao ministério da Educação, Sócrates deixa claro que a avaliação vai continuar. «Nós estamos a cumprir o acordo que assinamos e lamento que os sindicatos assinem um acordo e digam, passados uns meses, que não o querem cumprir», salienta o primeiro-ministro que atira a bola para o lado dos sindicatos: «se eles não estão convencidos da justeza deste acordo é lá com eles. Nós estamos».

Ainda assim, o chefe do Governo admite melhorar o método de avaliação, mas acrescenta que «ele tem de se fazer«. Sócrates defende que «a escola é melhor hoje porque aponta os seus melhores«, premiando o mérito.

Sobre a indisciplina nas escolas, o primeiro-ministro assegura que os dados que o Governo tem na sua posse «não mostram um agravamento da violência e da indisciplina», mas «porque ela existe» o Executivo está preocupado. Para mudar as coisas a este nível, José Sócrates garante que o seu Governo «está a valorizar o papel do professor e a sua autoridade».

A primeira parte da entrevista de José Sócrates à TSF pode ser ouvida na íntegra este sábado, depois do meio-dia.
Domingo, à mesma hora, José Sócrates fala da actualidade nacional e internacional no programa Discurso Directo. O elogio a Sarkozy, a esperança em Obama, as relações com Chávez, o Kosovo. A maioria absoluta, as relações com Cavaco, os candidatos autárquicos, o ordenado mínimo.

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