A espantosa realidade das coisas

“A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias”
No magazine semanal de Fernando Alves, o sociólogo Paulo Pedroso observa a superfície e o fundo dos grandes temas da sociedade global. A investigadora Rita Figueiras promove a literacia da comunicação política. E a repórter Teresa Dias Mendes regista sinais fortes dos dias que passam.
Aos domingos, depois das 13h00

As "leis da escravidão" na Hungria

Nesta edição da Espantosa Realidade das Coisas, a professora de Ciências da Comunicação e de Comunicação Política da Universidade Católica de Lisboa, Rita Figueiras, e o sociólogo e professor do ISCTE, Paulo Pedroso, comentam um texto de Federico Fubini, jornalista do Corriere de la Sera que, há uma semana, ganhou as páginas do "Público". Nesse texto, Fubini refere-se aos trabalhadores "tratados como escravos" ao abrigo das novas leis laborais na Hungria. Enquanto outros governos europeus legislam em protecção das empresas, Orbán aprovou aquilo que os sindicatos classificam como "leis da escravidão"

O jornalista do Corriere de la Sera sublinha que a degradação do quadro legislativo húngaro a pretexto da pandemia está a "transformar a Hungria numa espécie de colónia industrial para investidores estrangeiros".

Os comentadores residentes do magazine dos domingos abordam também a proposta de duplicação do salário mínimo federal apresentada pela nova administração norte-americana.

É ainda abordada a polémica gerada por um mural feminista erguido num bairro de Madrid, retratando quinze mulheres consideradas uma referência para milhões de pessoas. De Rosa Parks a Frida Kahlo ou a Rigoberta Menchu, essas figuras representam a luta das mulheres pela igualdade. Mas o partido de extrema direita Vox viu neste mural, instalado num pavilhão poli-desportivo, uma mensagem política que, no seu entender, não deve figurar num equipamento municipal. E quis apagar a pintura colectiva que foi, entretanto, vandalizada com algumas inscrições. Isso provocou a revolta do bairro que respondeu com a palavra de ordem " No mural não se toca". Na votação do plenário municipal vingou a tese de que o mural deve permanecer. O Vox ficou isolado.

Num dos murais que a grafiter Vanessa Teodoro ergueu na cidade de Lisboa, o rosto que nos fita é, justamente, o de Frida Kahlo. A repórter Teresa Dias Mendes conversou com a artista plástica sobre os temas tratados nas paredes da cidade grande. E pediu-lhe que imaginasse um grande mural sobre a rádio. A rádio também pode ir em ondas pelos muros.

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