A espantosa realidade das coisas

“A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias”
No magazine semanal de Fernando Alves, o sociólogo Paulo Pedroso observa a superfície e o fundo dos grandes temas da sociedade global. A investigadora Rita Figueiras promove a literacia da comunicação política. E a repórter Teresa Dias Mendes regista sinais fortes dos dias que passam.
Aos domingos, depois das 13h00

"E se as eleições fossem hoje?". Para quê tanto amanhã antes de tempo?

Aí está a campanha para as presidenciais. Com debates dois a dois e uma abordagem atípica aos eleitores. E aí estão as sondagens, incluindo as que tratam de saber o que aconteceria se as eleições (outras, ainda por marcar) "fossem hoje". Por agora, a campanha faz-se com muitos ecrãs e poucos abraços, é a campanha atípica com os seus debates dois a dois.

Na semana em que morreu Pierre Cardin, tratamos de saber se a roupa também fala.

O que vestem os candidatos, a escolha das cores das gravatas, o volume dos penteados ou o recorte das blusas ainda são elementos relevantes nas escolhas dos eleitores?

Este é o primeiro de uma série de programas sem a presença do sociólogo Paulo Pedroso, um dos comentadores residentes, envolvido activamente na campanha presidencial em curso.

Nesta emissão, para além de Rita Figueiras, a outra comentadora residente, professora de Ciências da Comunicação e Comunicação Política da Universidade Católica de Lisboa, temos um convidado especial, o pianista e professor de música, realizador de cinema e autor de banda desenhada Filipe Melo.

É inevitável que falemos de tantos artistas portugueses sem salário e sem trabalho, alguns passando fome, nestes dias sombrios da pandemia. Se pretexto não houvesse para essa abordagem, ele seria dado pela reportagem de Teresa Dias Mendes com um dos activistas da União Audiovisual que têm vindo a promover a recolha e a entrega de bens alimentares a gente do espectáculo sobre a qual não brilham nestes dias as luzes da ribalta. Porque o espectáculo não é feito só pelos que sobem ao palco e fazem a costumeira vénia, após as palmas dos espectadores.

Muitos dos que foram erguendo o mundo do espectáculo em Portugal têm vindo a sofrer as consequências da falta de trabalho que atingiu os artistas como uma pancada brutal. Deixemo-nos de rodriguinhos: há quem esteja a passar fome, mais ou menos envergonhada.

A União Audiovisual faz a força? Faz, pelo menos, força contra a corrente, mesmo se não é a força bastante. De qualquer modo esta não é uma encenação às três pancadas. É um palco erguido contra a desgraça, reunindo e distribuindo bens alimentares e outros por tantos que, quando se acendem as luzes, ficam na zona de sombra. Este é o momento de os trazermos a primeiro plano. Foi o que fez a repórter Teresa Dias Mendes na pastelaria Estaminé, perto do Campo Grande, em Lisboa. Este é um dos locais de recolha de produtos alimentares da cadeia solidária montada em vários locais do país pela União Audiovisual.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de