A espantosa realidade das coisas

“A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias”
No magazine semanal de Fernando Alves, o sociólogo Paulo Pedroso observa a superfície e o fundo dos grandes temas da sociedade global. A investigadora Rita Figueiras promove a literacia da comunicação política. E a repórter Teresa Dias Mendes regista sinais fortes dos dias que passam.
Aos domingos, depois das 13h00

Acabou o condomínio Costa-Centeno? O silêncio de Centeno é de ouro? E o que faz um piano no meio da sala?

Temos ainda nos ouvidos os números prometidos por Pedro Siza Vieira para o investimento público ao longo da próxima legislatura. O ministro prometeu um aumento do investimento público superior a 10% em várias áreas. O jornalista Fernando Alves toma esta promessa como ponto de partida para a conversa com o sociólogo Paulo Pedroso, um dos comentadores residentes do magazine "A espantosa realidade das coisas", tratando de saber se 10 mil milhões de investimento em 4 anos é uma fasquia reconfortante, nestes dias em que as notícias parecem avisar para a falta de capital em Portugal. "É seguramente uma fasquia bastante mais alta do que a interior", responde o professor do ISCTE e administrador do Banco Mundial. "E aquilo a que nos habituámos, infelizmente, é que depois da troika, com o governo de Passos Coelho mas, também, com o governo anterior, acabou por ser o investimento público a perder mais. E quando nós deixamos de fazer investimento público, deixamos de construir hospitais, deixamos de construir escolas, deixamos de reparar as estradas. Na verdade, este ritmo não poderia continuar. É muito importante para a modernização do país que volte a haver investimento público, que volte a haver qualidade nos serviços públicos e eu espero que esta fatia nos vá permitir, agora, voltar a melhorar a saúde (que é a maior ansiedade dos portugueses) assim como voltar a apoiar, no que for possível, o tecido produtivo porque ter mais produtividade é, de longe, o nosso melhor desafio para uma economia de futuro".