A espantosa realidade das coisas

“A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias”
No magazine semanal de Fernando Alves, o sociólogo Paulo Pedroso observa a superfície e o fundo dos grandes temas da sociedade global. A investigadora Rita Figueiras promove a literacia da comunicação política. E a repórter Teresa Dias Mendes regista sinais fortes dos dias que passam.
Aos domingos, depois das 13h00

Enquanto o "robô humanóide realista" pisca os olhos...

Esta edição do magazine "A Espantosa Realidade das Coisas" é "apresentada" por um novo robô que, tal como a última criação da Disney, tem capacidades mais aperfeiçoadas de imitação dos comportamentos motores dos humanos. Ele move os olhos e pestaneja de um modo surpreendente. Inclina a cabeça, ensaia pequenos gestos de sobressalto, levando a patamares nunca atingidos a interacção com os olhares e os gestos humanos. O editor do magazine tentou colocar-se na pele deste robô munido de um sensor especial na zona do peito o que apenas se revelou problemático porque o robô ainda não tem pele.

Paulo Pedroso e Rita Figueiras, os comentadores residentes do magazine dos domingos abordam o modo como, cada vez mais, a inteligência artificial trabalha a interacção com humanos. Rita Figueiras refere-se mesmo a "robôs como seres sociais".

Paulo Pedroso e Rita Figueiras analisam, também, um recente estudo inglês sobre a evolução do consumo de "notícias covid". O estudo revela sérios problemas de desinformação que quebraram os necessários índices de confiança em cenários de pandemia. Uma das conclusões do estudo permite confirmar que uma franja considerável (ainda que minoritária) da população não sente que os media e o governo expliquem convenientemente o que é necessário fazer.

Os dois comentadores residentes reflectem ainda sobre um artigo publicado no Guardian por Ciaran Thapar, fundador da RoadWorks, uma organização que promove a criação de postos de trabalho para jovens em risco de exclusão e violência. Thapar considera que a ligação entre o racismo e a covid tem vindo a ser ignorada.

Outro tema em discussão na emissão deste domingo prende-se com o mais recente índice do Instituto Europeu de Igualdade de Género, elaborado ainda antes da pandemia. Portugal surge em 16º lugar, abaixo de Malta e um pouco acima da Letónia, 7 pontos abaixo da média da União Europeia.

Na Europa, refere o índice, há um cuidador para cada 17 cuidadoras, o que agrava os critérios de igualdade de género.

Há homens e mulheres na fila das vacinas, na Associação de Moradores do Bairro das Furnas, em São Domingos de Benfica. Não trata a repórter Teresa Dias Mendes se estarão, as mais antigas, como Maria do Carmo, vacinadas contra velhas desigualdades. Cuida antes de saber se estão prontas para a pica. E para o que lá venha.

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