A espantosa realidade das coisas

“A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias”
No magazine semanal de Fernando Alves, o sociólogo Paulo Pedroso observa a superfície e o fundo dos grandes temas da sociedade global. A investigadora Rita Figueiras promove a literacia da comunicação política. E a repórter Teresa Dias Mendes regista sinais fortes dos dias que passam.
Aos domingos, depois das 13h00

Este modelo de debates serve para debater o quê?

Esta é uma das perguntas colocadas pelo editor do magazine A Espantosa Realidade das Coisas aos comentadores residentes, o sociólogo e professor do ISCTE Paulo Pedroso e a professora de Ciências da Comunicação e Comunicação Política da Universidade Católica de Lisboa Rita Figueiras.

É que, como lembrava por estes dias um título certeiro do jornal Público, o debate entre Donald Trump e Joe Biden "tinha tudo para correr mal e correu ainda pior".

Outra pergunta: ao afinar pelo mesmo diapasão de Trump, Biden fez o que tinha a fazer, o que não podia deixar de fazer, sob pena de ser trucidado pelo actual presidente?

Como seria, talvez, inevitável, não houve comentador que não revisitasse o primeiro dos debates televisivos da campanha presidencial de 1960, sustentando a tese de que Kennedy venceu na televisão e Nixon esteve por cima na rádio. Inteligência e aparência valem o quê nos debates de hoje?

Passou, entretanto, relativamente despercebido um artigo do Guardian sobre o racismo em Portugal. O texto é analisado por Paulo Pedroso.

Outro tema submetido à análise dos comentadores residentes do magazine dos domingos foi o do record de entradas no ensino superior. A cautela do ministro Manuel Heitor salvaguardando que "no próximo ano temos de ter menos abandono" merece a reflexão dos comentadores do programa.

O programa leva-nos, ainda, a São Cipriano, Resende, onde a repórter Teresa Dias Mendes encontrou um muro erguido para facilitar a passagem. Entre os operários, uma mulher parte pedra com a repórter. Nem todos os muros são levantados para nos afastarmos do outro. Para nos escondermos do outro.

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