A espantosa realidade das coisas

“A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias”
No magazine semanal de Fernando Alves, o sociólogo Paulo Pedroso observa a superfície e o fundo dos grandes temas da sociedade global. A investigadora Rita Figueiras promove a literacia da comunicação política. E a repórter Teresa Dias Mendes regista sinais fortes dos dias que passam.
Aos domingos, depois das 13h00

O que trará a próxima década

Os comentadores residentes do magazine dos domingos na TSF, o sociólogo e professor do ISCTE Paulo Pedroso e a professora de Ciências da Comunicação e Comunicação Política da Universidade Católica de Lisboa Rita Figueiras, abordam algumas das 20 previsões de analistas de tendências publicadas esta semana no Guardian. Uma dessas previsões é de que estamos em vésperas de uma mudança radical na nossa relação com o espaço físico em que realizamos as nossas tarefas profissionais.

Outro anúncio para o futuro próximo: os pagamentos biométricos, sem dinheiro, vão generalizar-se.

Ainda no Guardian, outra notícia merece a análise dos comentadores residentes da Espantosa Realidade das Coisas: aquela que dá conta de sucessivos apelos pelo direito a desligarmo-nos do trabalho. Esse direito tem ou não vindo a ser posto em causa pelo incremento avassalador do trabalho a partir de casa?

Paulo Pedroso e Rita Figueiras analisam, ainda, a tese defendida no jornal El Pais por John Henessy e David Patterson, dois cientistas norte-americanos tidos como pais da ciência computacional e recentemente premiados por uma fundação espanhola. Eles sustentam que "dependemos demasiado da tecnologia". E lançam a cada um de nós um desafio: "Apaga as notificações e não olhes para o telemóvel a cada cinco minutos".

Outra notícia que merece o olhar crítico dos nossos comentadores veio no jornal espanhol El Mundo e fala da nova espingarda inteligente da Kalashnikov, "uma espingarda para youtubers". Mais barata que um iPhone topo de gama, com uma câmara equipada para retransmitir em vídeo, ela tem um sistema inteligente que compila informação para ajudar o atirador a afinar a pontaria. Faz sentido a explicação dada por um dos directores da Kalashnikov de que se pretende, com esta tecnologia, criar entre os jovens que cresceram agarrados a um smartphone uma nova geração de praticantes de caça?

Entretanto, a jornalista Teresa Dias Mendes dá-nos a conhecer a história de Lopes Massagista, aliás a história de Luís Fernandes, o psicólogo e professor universitário que perdeu a visão e decidiu ver o mundo também com a palma das mãos. A jornalista leu o livro "As lentas lições do corpo" e pediu ao autor que vestisse a bata de Lopes.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de