A Rede Social

As conversas de olhos nos olhos alargam e enriquecem a nossa rede social. A Rede Social, a entrevista de Fernando Alves.
Às terças-feiras, depois das 19h00.

António Baptista Lopes, editor: "Os encontros com os autores são à mesa. A mesa é muito importante"

O convidado de Fernando Alves nesta edição de "A Rede Social" é um jurista de formação que fez da actividade editorial a sua âncora. António Baptista Lopes foi, durante muitos anos, director da Editorial Notícias. Em 1998 fundou a Âncora onde mantém a mesma atitude militante que, em dada altura, o levou à presidência da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.

O jornalista pressentira nele, durante muitos anos, uma raiz transmontana, tanta a atenção que dá, enquanto editor, aos autores e aos temas transmontanos. Mas o editor da Âncora é beirão, de Covelo, no concelho de Tábua, onde lhe correu a infância. A sua Beira é a de Aquilino e de Fernando Vale.

A formação na área jurídica terá ajudado a que a sua carreira de editor, ainda na Editorial Notícias, se iniciasse com livros da especialidade. "Em finais de 98", lembra António Baptista Lopes, "o primeiro livro que publicámos na Âncora foi o 'Código de Direito de Autor' do saudoso Luis Francisco Rebello". E quem procurou quem, na abordagem a esse primeiro livro da Âncora? "Eu conhecia o livro e conhecia o doutor Luis Francisco Rebello que veio a ser, mais tarde, meu professor de Direito de Autor, num curso de pós-graduação na Universidade de Coimbra", explica António Baptista Lopes. " A primeira edição, esgotadissima, tinha sido publicada há muitos anos, no Rei dos Livros, se a memória não me atraiçoa. Eu desafiei-o para uma segunda edição. Sabia que uma obra como aquela seria importante para o arranque da editora".

Para o editor da Âncora não é obrigatório que se estabeleça uma relação de amizade com os autores. Mas é importante e acontece com muita frequência. Cita o caso de Bento da Cruz que lhe foi apresentado por José Viale Moutinho, outro autor que tem vindo a editar e do qual publicou, por exemplo, "Camilo Castelo Branco e o Garfo".

O jornalista trata de saber se o encontro com Viale Moutinho, para acerto da edição, foi à mesa. "Foi, claro", responde António Baptista Lopes. "Os encontros com o Viale Moutinho, haja assunto de livros ou não, são sempre encontros à mesa". E com os outros autores, se depender de si? "São sempre encontros à mesa", responde o editor. "A mesa é muito importante".

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