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Às terças-feiras, depois das 19h00.

Francisco Henriques da Silva: as memórias "diplomaticamente (in)correctas" de um embaixador aposentado

Francisco Henriques da Silva, licenciado em História, iniciou em 1975, em pleno PREC, uma longa carreira diplomática que o levou ao desempenho de funções de crescente responsabilidade nos Estados Unidos, França, Canadá e junto à Comissão Europeia, desta vez na qualidade de perito nacional destacado.

Dirigiu os Serviços do Médio Oriente e Magreb, foi vice-presidente do grupo especial de coordenação para o Processo de Paz no Médio Oriente. Exerceu as funções de embaixador na Guiné-Bissau (onde havia cumprido serviço militar no final dos anos 60), na Costa do Marfim, na Índia, no México e na Hungria. Foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito.

É oficial da Ordem do Infante D. Henrique. É membro da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Acaba de publicar na Âncora Editora o livro "Memórias Diplomaticamente Incorrectas". São quase 300 páginas recheadas de episódios caricatos e de práticas contaminadas pela burocracia e pelos jogos florentinos. O livro revela-nos, tal como a conversa com o jornalista Fernando Alves, a chamada "diplomacia do croquete" em todo o seu esplendor.

A conversa recupera muitos dos episódios caricatos contados neste livro de memórias de um embaixador que, chegado o dia da aposentação, nunca mais voltou ao largo do Rilvas, a não ser para levantar o passaporte diplomático. Ele escreve no início do livro: "Jurei a mim próprio jamais voltar a passear pelos claustros, bater a portas fechadas ou entreabertas, olhar para as altas figuras que por ali se passeavam, andar às arrecuas e a empregar muitos Vossas Excelências no discurso". A mágoa ainda persiste.

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