Acontece no Brasil

Todas as quintas-feiras, o correspondente da TSF em São Paulo, João Almeida Moreira, assina a crónica Acontece no Brasil – um país onde a realidade e o insólito andam muitas vezes de mãos dadas.

Homem aranha do crime continua à solta

Zona norte do Rio de Janeiro em alerta com série de assaltos cometidos por um ladrão alpinista. Polícia tem pistas mas ténues.

Em Vila Isabel, Tijuca, Andaraí e Maracanã, bairros da zona norte do Rio de Janeiro, cerca de 20 apartamentos foram roubados nos últimos três meses. O ladrão age sempre da mesma forma: entra pelas áreas comuns dos prédios, como parques infantis ou piscinas, escapa por entre os intervalos das câmaras de segurança e sobe aos andares de cima como alpinista profissional - ainda foragido, é conhecido por "homem aranha do crime" e vai assustando meia Cidade Maravilhosa.

Roberto Moura da Silva, um engenheiro de 63 anos morador no Grajaú, foi a última vítima do homem aranha. Enquanto dormia com a mulher num quarto, filho e nora noutro e sogra, num terceiro, o criminoso entrou de fininho pela porta da varanda, que não estava fechada por ser, à partida, impossível alguém escalar até ao sexto andar, e limpou o que havia para limpar, algures entre a 1h e as 4h da manhã, num valor aproximado de mil euros, em dinheiro e eletrónicos.

Naquele prédio, como noutros na região, o condomínio já mandou uma circular: fechem a porta da varanda, o homem aranha do crime anda por aí.

A ousadia e o número de assaltos é tanta que a polícia, ainda à nora por não conseguir ver nada com nitidez nas câmaras de segurança, equaciona tratar-se de uma quadrilha de homens aranhas e não apenas de um assaltante isolado.

A polícia, entretanto, nega negligência: já prendeu 170 pessoas envolvidas em furto ao longo do período, mas nenhuma parece ser o homem aranha do crime.

Testemunhas viram-no pular de um muro, após latidos de uma cadela no apartamento, e sair a galope numa bicicleta. Há quem o tenha percebido em cima de árvores a entrar diretamente para uma varanda. Há ainda marcas de pegadas de ténis de escalada. Mas são pistas, apenas pistas. O homem aranha continua à solta no Rio.

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