Acontece no Brasil

Todas as quintas-feiras, o correspondente da TSF em São Paulo, João Almeida Moreira, assina a crónica Acontece no Brasil – um país onde a realidade e o insólito andam muitas vezes de mãos dadas.

Prefeitos eleitos depois de mortos

Em cidades do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, a população escolheu para autarcas dois candidatos que morreram durante as campanhas.

Os eleitores de Bom Jesus do Itabapoana, no Rio de Janeiro, votaram em massa em Paulo Sérgio Cyrillo, dos Republicanos, nas eleições municipais brasileiras de domingo.

Sucede que o político, de 73 anos, que obteve 7391 votos, morrera subitamente três dias antes da eleição após responder a uma pergunta durante um direto transmitido no YouTube.

Com o falecimento, o filho, também Paulo Sérgio, mas conhecido como Serginho Cyrillo, que concorria a vice do pai é o novo prefeito da pequenina cidade fluminense.

Um caso triste. E absolutamente inédito, pensar-se-á.

Não. Em Passa Quatro, no estado de Minas Gerais, Antônio Claret, do Partido Verde, foi eleito prefeito mesmo tendo morrido, aos 62 anos, um dia antes do pleito, na sequência de um ataque cardíaco sofrido no início do mês.

Teve 61% dos votos válidos, o que representou 5.638 eleitores do município do interior mineiro e quase o dobro do segundo classificado. Humildemente, Henrique Gonçalves, o candidato a vice que acabou eleito prefeito, disse que "qualquer um teria ganho em função do legado dele".

No domingo passado 5564 municípios de entre os 5565 do Brasil foram a votos - só Macapá, capital do estado do Amapá, em virtude de um apagão nas últimas semanas, ficou de fora. Nas cidades pequeninas, como Bom Jesus de Itabapoana ou Passa Quatro que elegeram falecidos não há segundas voltas.

O correspondente da TSF em São Paulo, João Almeida Moreira, assina todas as quintas-feiras a crónica Acontece no Brasil.

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