Acontece no Brasil

Todas as quintas-feiras, o correspondente da TSF em São Paulo, João Almeida Moreira, assina a crónica Acontece no Brasil – um país onde a realidade e o insólito andam muitas vezes de mãos dadas.

Quinteto de influencers acusado de fraude

Cinco jovens ostentavam uma vida glamorosa na internet paga pelos cartões de crédito de incautos que as confundiam com operadoras de telemarketing de bancos.

Anna Santos, Yasmin Navarro, Mariana Serrano, Rayane Sousa e Gabriela Vieira, todas na casa dos 20 anos, apresentavam-se na internet como blogueiras, influencers, empreendedoras e outras profissões muito dos nossos dias.

Exibiam fotos na praia, com bronzeados impecáveis, e em festas, com as últimas novidades da moda, estimulando as milhares de fãs que foram conquistando a seguir as suas tendências, opiniões, estilos.

A polícia, no entanto, desconfiou da ostentação e, depois de longa investigação, descobriu um sofisticado esquema criminoso liderado pelo quinteto.

As cinco blogueiras abriram um escritório de telemarketing na zona oeste do Rio de Janeiro de onde ligaram para contactos de mais de 10 mil pessoas em todo o Brasil a fazerem-se passar por secretárias do departamento de segurança de bancos. Diziam que haviam sido detetadas compras fraudulentas com os cartões de crédito dessas pessoas, pediam os números de contas e as senhas e disponibilizavam até um estafeta para ir ao domicílio recolher os cartões.

Na posse dos cartões e das senhas levantavam dinheiro, faziam compras e transferências. Chegaram a pedir até empréstimos bancários.

Ao prendê-las no escritório de telemarketing falso, os agentes encontraram computadores, telemóveis, máquinas para pagamento em cartão e outras provas.

No entanto, por demora processual, 20 dias depois de detidas as cinco foram soltas por ter sido ultrapassado o prazo legal da prisão preventiva.

Na internet, o quinteto publicou então vídeos e fotos de uma festa luxuosa, regada a álcool, a celebrar a soltura. E foram mandadas de novo para a cadeia por, segundo o juiz, "debocharem" da justiça.

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