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Parceria entre a TSF e a FLAD – Fundação Luso-americana, América Vinte Vinte aborda as eleições nos EUA a 3 de novembro nas suas variadas dimensões. Na política, na sociedade, na economia, na ciência, nos livros, na música, no cinema. Donald Trump e Joe Biden, um deles vai ser o próximo presidente dos Estados Unidos da América. No debate com especialistas, na análise da atualidade, contamos tudo.
Com Ricardo Alexandre, para ouvir às quintas-feiras, depois das 15h00 e em permanência em TSF.pt e nas redes sociais da FLAD.

"Economia, Covid e Biden podem dar vitória aos democratas"

As eleições norte-americanas realizam-se a 3 de novembro.

Nuno Mota Pinto, anteviu a vitória de Donald Trump há quatro anos, mas agora dá o favoritismo a Joe Biden. Diz o ex-administrador do Banco Mundial que o eleitorado tradicionalmente democrata foi seduzido pelo candidato republicano nas últimas eleições, mas desta vez pode ser diferente. "A vida das comunidades brancas menos qualificadas não melhorou no último mandato, apesar da Economia ter andado bem", explica.

"A população do chamado muralha azul virou as costas a Hillary Clinton", mas o Partido Democrata pode voltar a vencer nessa região que se estende do Alabama à Pensilvânia passando pelo Ohio. Até porque, "Joe Biden é dessa região e é irlandês tal como a maioria dessa população e talvez também por isso tenha sido escolhido", lembra Nuno Mota Pinto.

"Antes da pandemia os dados da economia favoreciam a recandidatura do presidente norte-americano" assegura Nuno Mota Pinto acrescentando que, apesar de muita coisa ter mudado desde então, "mas a ideia de que Trump consegue gerir bem a economia ainda tem muita popularidade na sociedade americana".

O administrador financeiro sublinha que se o atual presidente sair derrotado das eleições de 3 de novembro, o Partido Republicano pode afastar-se rapidamente das posições radicais de Trump. "Se os republicanos entenderem que estão está a ser prejudicado pelo seu líder rapidamente se afastam".

Caso a derrota seja por uma escassa margem, então a linha de Trump pode manter-se "não vejo herdeiros do trumpismo, porque ainda que possamos fazer uma caracterização ideológica, ele é sobretudo um fenómeno pessoal e da marca Trump", avança.

Caso Trump vença pode haver, na opinião de Nuno Mota Pinto, do lado democrata, "a tentação de afastar o partido para posições mais à esquerda. "As estrelas emergentes do partido entre eleições têm sido sempre à esquerda, mas depois chega a hora de tentar vencer posicionam-se sempre mais ao centro, como fez Barack Obama em 2008", acrescenta.

"Se no que resta de campanha o tema dominante for a gestão da pandemia, então Biden vai ganhar", arrisca o Nuno Mota Pinto lembrando, no entanto que ainda tudo está em aberto. "Há quatro anos os emails de Hillary Clinton apareceram a poucos dias das eleições e foram decisivos", resume.

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