Boa Vida

Restaurantes, hotéis, exposições, atividades, novas tendências, bares, locais, comidas, vinhos, aquilo que faz moda mas também as histórias mais escondidas. Um programa de Augusto Freitas de Sousa, autor e jornalista que nos últimos anos se tem dedicado ao lifestyle e ao jornalismo de viagens.

Bacalhau com todos

O inevitável bacalhau que se come muito além do Natal e, como nunca se sabe se acompanha com branco ou tinto, propõe-se um "colheita tardia".

Com todos e para todos, o bacalhau é um prato incontornável na culinária portuguesa - somos os maiores consumidores do mundo - e um dos mais utilizados nas ceias de natal. A maior empresa do setor, Riberalves , começou em 1990 com a inauguração de uma primeira fábrica em Torres Vedras, mas em 2003 expandiu-se para a Moita, em Setúbal, onde comprou uma fábrica, a maior do mundo em transformação de bacalhau. Hoje tem uma produção de 25 mil toneladas por ano e uma faturação a rondar os 150 milhões de euros.

A grande aposta da empresa é no bacalhau pronto a cozinhar que, entre outras, propõe a "cura tradicional portuguesa de um ano", mas também de 9 e 4 meses com opções de lombos, postas tradicionais, desfiados, caras, bochechas e línguas. A empresa recebe grande parte do peixe da Islândia e Noruega que chega à fábrica de duas formas: ou já escalado em salga ou inteiro congelado. Os experts dizem que o primeiro, conhecido por "salgado verde" é que tem mais qualidade.

Mais tarde

Os vinhos colheita tardia são uma moda que tem vindo a ganhar muitos adeptos em Portugal e, basicamente, são feitos com uvas colhidas mais tarde o que provoca o incremento dos açúcares tornando o vinho mais doce, apropriado sobretudo para as sobremesas. A casa Areias Gordas , no Ribatejo, é um dos produtores mais exclusivos e prepara-se para lançar este Natal o colheita tardia de 2010.

Areias Gordas é uma propriedade familiar com mais de um século e ainda hoje continua nas mãos das gerações mais novas. Um dos seis irmãos, António Vieira da Silva é o atual responsável que foi aprendendo com o seu irmão enólogo, Thomaz Vieira da Silva, hoje mais afastado da produção. Na quinta a colheita tardia é feita naturalmente e, por isso, apenas nos anos onde o fungo - Botrytis (conhecido por podridão nobre) - surge nas vinhas.

Augusto Freitas de Sousa (boavida@tsf.pt)

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