Boa Vida

Restaurantes, hotéis, exposições, atividades, novas tendências, bares, locais, comidas, vinhos, aquilo que faz moda mas também as histórias mais escondidas. Um programa de Augusto Freitas de Sousa, autor e jornalista que nos últimos anos se tem dedicado ao lifestyle e ao jornalismo de viagens.

Cachimbadas

José Manuel Lopes recorda prazer e o ritual dos fumadores de cachimbos. O moscatel "Torna Viagem" que dá a volta ao mundo para envelhecer.

O Cachimbo Clube de Portugal continua a reunir os apreciadores desta forma de consumir tabaco... há quem lhe chame lifestyle, mas um dos membros do clube, José Manuel Lopes, prefere chamar-lhe prazer. O clube organiza um jantar todas as primeiras quintas-feiras do mês.

José Manuel Lopes pesquisou mais de 10 anos sobre cachimbos e marcas e, em 2004, lançou um dos poucos livros sobre o assunto em Portugal: "Cachimbos: marcas, fabricantes e artesãos" . Na narrativa percebe-se que os artesãos foram substituindo as fábricas, o que também se traduziu, geralmente, no aumento dos preços dos cachimbos.

O vinho que vai e vem

Era comum o empresário de vinhos José Maria da Fonseca pedir aos comandantes de navios que levassem umas pipas de vinho moscatel de Setúbal para vender nos países que visitavam. Se tivessem sucesso recebiam uma percentagem, mas nem todo o moscatel se vendia. Foi nessa altura que o empresário percebeu que o néctar que regressava ficava melhor, mais envelhecido. E até à sua morte o vinho "Torna Viagem" continuou a viajar.

Anos mais tarde, o descendente e enólogo da José Maria da Fonseca, Domingos Soares Franco, resolveu, juntamente com o seu irmão António Soares Franco, presidente da empresa, reativar o Torna Viagem a partir de 2000, mas ambos decidiram que não o venderiam para já. As garrafas do Moscatel de Setúbal "Torna Viagem", com 50 cl ainda se vendem, mas são as mais antigas, podendo atingir preços na ordem dos 2000 euros.

Augusto Freitas de Sousa (boavida@tsf.pt)

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