Botequim

Botequim é um programa feito por mulheres, sobre mulheres. Aborda vários assuntos sob a perspetiva delas. É um espaço de diálogo e de escuta, para discutir desafios relacionados com a igualdade de género, através de entrevistas, conversas e histórias de mulheres que marcam a diferença. Cada programa vai abordar assuntos relacionados com política, educação, ciência, direitos humanos e o papel da mulher em cada um deles. Com Sara de Melo Rocha e Miguel Silva (sonoplastia).
Para ouvir na TSF à sexta-feira, depois as 23h, com repetição ao sábado depois das 10h. Versão alargada disponível em TSF.pt e em podcast.

Como ser uma boa mãe? Toda a gente tem um palpite que gera insegurança e ansiedade

Neste programa do Botequim, três mães juntam-se para conversar sobre as mudanças que os filhos trazem à vida da mulher, o novo protagonismo do pai, as transformações na relação do casal, os dilemas da amamentação e a conciliação com o trabalho.

A maternidade é uma das representações mais fortes da cultura ocidental, com muitas mulheres a saberem detalhar tarefas, hábitos e deveres essenciais que definem uma boa mãe, mesmo que não existam horas suficientes no dia para todas as tarefas.

Contudo, esta vivência não depende apenas das características individuais de cada mulher, sendo necessário olhar para o enquadramento social e histórico para encontrar a forma correta de ser mãe naquele momento.

Muitos investigadores e historiadores defendem que foi a partir do século XX que a maternidade começou a ser compreendida como uma construção social, designando o lugar da mulher na família e na sociedade.

Antes disso, no século XIX e final do século XVIII, a criança passou a ocupar lugar central na família e na vida da mãe, conferindo à mulher outra representação na família e na sociedade. Nesse contexto, a amamentação é um dos primeiros indicadores de mudança no comportamento da mãe.

Até meados do séc. XVIII predomina uma espécie de ausência de amor enquanto valor familiar e social. Isto não significa que o amor não existisse mas não lhe era atribuído o estatuto e a importância da atualidade.

Já na Idade Média o infanticídio era usado para limitar o número de filhos.

Portanto, a maternidade tem sempre como pano de fundo a dinâmica de cada sociedade, os padrões da altura, com as diferenças a notarem-se de geração para geração.

Atualmente, a decisão de ser mãe é para muitas mulheres algo pensado e repensado, mas está sempre sujeito ao escrutínio e à crítica.

Neste Botequim discutem-se as mudanças que a maternidade traz à vida da mulher, o novo protagonismo do pai e da família extensa, as mudanças na relação do casal, os dilemas da amamentação e a conciliação da maternidade com o trabalho com a participação de:

Catarina Beato, produtora de contéudos, autora do blog Dias de Uma Princesa criado em 2005. Tem três filhos e escreve sobre mulheres e histórias de amor, muitas delas ligadas à maternidade.

Dulce Morgado Neves, socióloga e investigadora no ISCTE, o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - Instituto Universitário de Lisboa. Dedica-se à investigação sobre temas relacionados com a maternidade. É mãe de duas crianças e faz parte da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto.

Maria Pereira, doutorada em Ciências da Conservação e membor da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto. Vive em Inglaterra com o marido e as quatro filhas e, de momento, está a fazer uma pausa na carreira para se dedicar à família.

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Sobre o programa

Botequim, da autoria da jornalista Sara de Melo Rocha, é um programa feito por mulheres, sobre mulheres. Aborda vários assuntos sob a perspetiva delas. É um espaço de diálogo e de escuta, para discutir desafios relacionados com a igualdade de género, através de entrevistas, conversas e histórias de mulheres que marcam a diferença. Cada programa vai abordar assuntos relacionados com política, educação, ciência, direitos humanos e o papel da mulher em cada um deles.

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