Botequim

Botequim é um programa feito por mulheres, sobre mulheres. Aborda vários assuntos sob a perspetiva delas. É um espaço de diálogo e de escuta, para discutir desafios relacionados com a igualdade de género, através de entrevistas, conversas e histórias de mulheres que marcam a diferença. Cada programa vai abordar assuntos relacionados com política, educação, ciência, direitos humanos e o papel da mulher em cada um deles. Com Sara de Melo Rocha e Miguel Silva (sonoplastia).
Para ouvir na TSF à sexta-feira, depois as 23h, com repetição ao sábado depois das 10h. Versão alargada disponível em TSF.pt e em podcast.

Linguagem inclusiva nas Forças Armadas? Senhores, isto é só o início

Na semana da polémica relacionada com a diretiva do Ministério da Defesa sobre a utilização de linguagem não discriminatória pelas Forças Armadas, o Botequim senta à mesa uma tenente-coronel e a diretora do Instituto de Defesa Nacional.

Quando pensamos em forças armadas, pensamos em homens. Quando falamos de postura militar, falamos de um comportamento associado ao masculino. Ser militar é ser hipermasculino.

A presença quase absoluta dos homens no teatro de guerra e a ausência das mulheres nas fileiras de combate durante décadas surge como ponto de partida para a discussão no Botequim.

Atualmente, as mulheres representam cerca de 20% do total das Forças Armadas. Se olharmos para o pessoal civil, há uma certa paridade, já que a percentagem de mulheres é ligeiramente superior à dos homens - 58% dos civis a trabalhar nas forças armadas são mulheres e 42% são homens.

Mas relativamente ao pessoal militar e militarizado, a disparidade é muito acentuada. Cerca de 12% do pessoal militar é do sexo feminino e a situação piora no caso do pessoal militarizado, onde as mulheres representam apenas 2%.

Fatores genéticos e sociais colocam os homens num lugar de aventura, coragem, força, poder e defesa num conflito armado. Às mulheres estiveram reservadas atividades mais subalternas, de "apoio à guerra".

Esta dicotomia tem mudado, com as mulheres a caminharem para uma "participação militar", com intervenção muito ativa nos teatros de operações, com um esforço visível para a igualdade de género nas forças armadas.

Em 1961, Portugal deu um passo pioneiro: um grupo de enfermeiras paraquedistas da Força Aérea foi destacado para a Guerra do Ultramar. Desempenhavam sobretudo funções de apoio aos soldados e auxílio aos feridos. Depois disso, as mulheres tiveram de esperar quase 30 anos para serem admitidas na academia da Força Aérea, foi em 1988. Seguiu-se, em 1992, o Exército, com a admissão de cadetes femininos. Em 1994, entrou o primeiro grupo de mulheres oficiais para a Escola Naval.

A presença das mulheres nas Forças Armadas é inegável, há mais de 30 anos que vêm fazendo caminho mas os estudos demonstram que as dificuldades de integração ainda são significativas.

É por isso importante entender quais os fatores que influenciam essas dificuldades e quais são as perspetivas futuras para a integração das questões de género nas instituições militares.

O Botequim desta semana conta com duas convidadas que vão ajudar a entender melhor os desafios que as mulheres enfrentam nas Forças Armadas:

Helena Carreiras, é doutorada em Ciências Sociais e Políticas pelo Instituto Universitário Europeu (Florença), é diretora do Instituto da Defesa Nacional em Portugal e a primeira mulher a ocupar o cargo. Grande parte da investigação que desenvolveu ao longo da carreira centra-se na integração de género em instituições militares e na dimensão de género na segurança internacional.

Tenente-coronel Diana Morais, é a coordenadora do Gabinete da Igualdade da Defesa Nacional​​ e foi a primeira portuguesa a ser eleita, e por unanimidade, para o cargo de presidente do Comité para a Perspetiva de Género da NATO.

Botequim, da autoria da jornalista Sara de Melo Rocha, é um programa feito por mulheres, sobre mulheres e para todos. Aborda vários assuntos sob a perspetiva delas. É um espaço de diálogo e de escuta, para discutir desafios relacionados com a igualdade de género, através de entrevistas, conversas e histórias de mulheres que marcam a diferença. Cada programa vai abordar assuntos relacionados com política, educação, ciência, direitos humanos e o papel da mulher em cada um deles.

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