Botequim

Botequim é um programa feito por mulheres, sobre mulheres. Aborda vários assuntos sob a perspetiva delas. É um espaço de diálogo e de escuta, para discutir desafios relacionados com a igualdade de género, através de entrevistas, conversas e histórias de mulheres que marcam a diferença. Cada programa vai abordar assuntos relacionados com política, educação, ciência, direitos humanos e o papel da mulher em cada um deles. Com Sara de Melo Rocha e Miguel Silva (sonoplastia).
Para ouvir na TSF à sexta-feira, depois as 23h, com repetição ao sábado depois das 10h. Versão alargada disponível em TSF.pt e em podcast.

O que tem o cabelo a ver com racismo? Estas mulheres negras explicam

Três mulheres negras à mesa do Botequim falam das dificuldades de viver como afrodescendente em Portugal, explicam o que são microagressões e porque são formas subtis de racismo e ainda ajudam a entender melhor o feminismo interseccional.

A forma como Portugal olha para a mulher negra nos dias de hoje tem a sua origem no colonialismo, um espaço de dominação do masculino, do sujeito branco e da submissão feminina. Os autores da academia mostram que, por mais séculos que passem, esse conceito perdura até aos dias de hoje na sociedade portuguesa.

A história desumanizou a população negra, sobretudo a mulher, confinada a uma posição isolada e de silêncio.

A mulher negra em Portugal é duplamente discriminada porque ser do género feminino e devido aos processos de racismo estrutural. Esta mistura de fatores torna a mulher negra o foco principal da discriminação de género na sociedade.

Em Portugal ainda se discute se o país é ou não racista mas um inquérito europeu publicado em 2020 - o European Social Survey - mostra que mais de 62% dos portugueses inquiridos manifestam crenças racistas. Apenas 11% não manifestou qualquer tendência racista.

O mesmo estudo mostra que Portugal é dos dos países da Europa que mais manifesta racismo biológico e cultural. Ou seja, em Portugal acredita-se que é possível hierarquizar grupos humanos em função de fatores biológicos ou de fatores culturais.

Há uma invisibilidade da mulher negra na sociedade portuguesa. Não vemos mulheres negras nos cargos de topo de grandes empresas, à frente dos partidos políticos no poder, nas instituições públicas em cargos de chefia, há poucas nas universidades como professoras, há poucas pivôs afrodescendentes nos telejornais. Não há mulheres negras como protagonistas em telenovelas, peças de teatro, filmes.

Para romper com este silêncio e revelar estes espaços escondidos, temos na mesa do Botequim:

Inocência Mata, professora na Faculdade de Letras na área das literaturas e culturas africanas, estudos pós-coloniais e interculturalidades. É a única professora negra na Faculdade de Letras.

Angella Graça, presidente do Instituto da Mulher Negra em Portugal. É licenciada em Relações Internacionais e trabalha como técnica superior no Alto Comissariado para as Migrações.

Alexandra Santos, vice-presidente do Instituto da Mulher Negra em Portugal e ativista pelos direitos de pessoas LGBTI+ .

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Botequim, da autoria da jornalista Sara de Melo Rocha, é um programa feito por mulheres, sobre mulheres. Aborda vários assuntos sob a perspetiva delas. É um espaço de diálogo e de escuta, para discutir desafios relacionados com a igualdade de género, através de entrevistas, conversas e histórias de mulheres que marcam a diferença. Cada programa vai abordar assuntos relacionados com política, educação, ciência, direitos humanos e o papel da mulher em cada um deles.

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