Campus Sul

Está criado o primeiro consórcio que junta três universidades portuguesas. No Campus Sul, a Universidade Nova de Lisboa, a Universidade de Évora e a Universidade do Algarve trazem um propósito comum: promover o desenvolvimento e a coesão territorial do Sul. Campus Sul: a investigação, a inovação e o conhecimento ao serviço dos cidadãos e do país.

Uma licenciatura, três universidades: a cooperação do Campus Sul

A ideia está a ser estudada e pode vir a ser realidade num futuro próximo. Três professores das universidades que integram o consórcio debatem sobre o impacto desta iniciativa quer na investigação, mas também na mudança do paradigma do ensino em Portugal.

No quarto episódio do Campus Sul, o primeiro consórcio que junta três universidades portuguesas, três docentes discutem os benefícios do trabalho em rede. Neste programa, participam Maria Cardeira da Silva, professora de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa, Nuno Bicho, professor de Arqueologia da Universidade do Algarve e António Candeias, professor de Química Aplicada ao Património da Universidade de Évora.

Os docentes refletem sobre as potencialidades e o impacto do Campus Sul, seja nas áreas de estudo, mas também na revolução de ensino e investigação.

Para Nuno Bicho, as sinergias entre as universidades vão ter "muito impacto" ao nível regional. "O consórcio, sem dúvida nenhuma, vai poder potenciar cada uma das suas capacidades e depois ter um impacto muito maior na região", considera o arqueólogo, sublinhando os benefícios para o desenvolvimento de cada uma das regiões.

O docente, que recentemente obteve uma bolsa do European Research Council no valor de 2,5 milhões de euros para investigar as dinâmicas do Homo Sapiens a partir de África, explica como o Campus Sul irá ajudar o desenvolvimento do estudo. "O laboratório Hércules, de que o meu colega António Candeias foi o responsável até há pouco tempo, tem uma capacidade tecnológica pode permitir muito trabalho no âmbito deste projeto", afirma Nuno Bicho.

O investigador, que recebeu três bolsas internacionais em 2021, irá realizar trabalho de campo em Moçambique e sublinha que espera encontrar um grande conjunto de dados. "Vamos obter uma miríade de dados arqueológicos, mas entrar com tecnologias diferentes, como o ADN antigo, proteómica, os isótopos", elementos fundamentais para perceber o passado.

Este é apenas um dos projetos que podem ser pensados e desenvolvidos no consórcio Campus Sul. De acordo com António Candeias, há vários já no terreno e o docente da Universidade de Évora dá-nos outro exemplo, referindo o IN2PAST - Laboratório Associado para a Investigação e Inovação em Património, Artes, Sustentabilidade e Território.

Além do IN2PAST, outros centros que estão a ser criados "serão muito importantes na afirmação do Campus Sul". "A Universidade de Évora tem feito uma grande aposta nestas áreas que vão desde as Artes e a Cultura, passando pela Educação".

Uma licenciatura, três universidades

Maria Cardeira da Silva, que também integra o CRIA - Centro em Rede de Investigação em Antropologia, sublinha a importância do Campus Sul para as universidades "incorporarem os saberes de fora". "É importante para a própria inovação, que tem de ser vista, não apenas ao nível da investigação, como também ao nível do próprio ensino", defende.

Um desses exemplos é uma futura licenciatura em que a área de estudo será a sustentabilidade, onde a cultura será também integrada. Maria Cardeira da Silva revela neste programa que "vai ser fomentada e apoiada a circulação dos estudantes entre as três universidades que estão envolvidas no Campus Sul".

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