Um projeto pelo "empoderamento real" de grupos vulneráveis

O objetivo do projeto Cidadãos Ativos junto de grupos vulneráveis visa torná-los mais fortes e autónomos, mesmo depois de terminado o programa de apoio.

São muitos os apoios em Portugal para ajudar e fortalecer grupos vulneráveis, mas muitas vezes, quando a ajuda sai de cena, desaparece também a autonomia e a capacidade para traçar o próprio rumo.

Nesse sentido, um dos principais objetivos do programa Cidadãos Ativos é promover a "inclusão social com o empoderamento real", explica Teresa Granja, responsável pela coordenação de todos os projetos que se candidataram ao apoio da Fundação Gulbenkian e Bissaya Barreto.

"O objetivo é que, com este projeto, os indivíduos saiam daqui autonomizados. Ou seja, que o projeto acabe e eles consigam tirar dele partido: criar o seu próprio emprego, ter formação em contexto real de trabalho para saber de que forma é que conseguem colocar a vida deles outra vez no caminho certo."

"Temos noção que existem muitos programas e fundos estruturais que apoiam os grupos vulneráveis e estas pessoas, mas o que difere no nosso é a autonomização no pós-projeto", destaca Teresa Granja.

Falar de grupos vulneráveis é falar de pessoas que por questões ligadas ao género, à idade, à condição social, a uma deficiência ou à orientação sexual se tornam mais vulneráveis à violação dos direitos humanos.

A coordenadora dos projetos que a Gulbenkian recebe no Eixo Três do projeto Cidadãos Ativos explica que neste contexto há espaço para muita diversidade. E dá exemplos: "Temos projetos com reclusos, ex-reclusos, refugiados, migrantes, pessoas com experiência em doença mental, sobreviventes de cancro infantil ou de violência doméstica."

E para dar a volta a uma situação de vulnerabilidade é preciso dar ferramentas a estes grupos para se afirmarem, como no caso da comunidade cigana. Há "uma preocupação especial" com este grupo, assinala Teresa Granja. "Temos tido várias notícias e estudos que mostram que ainda é bastante marginalizada".

No entanto, não se sabe quantas pessoas existem em Portugal dentro da comunidade cigana ou se precisam ou não de apoio. "Há uma cifra negra neste assunto", lamenta a responsável.

O Eixo Três do Cidadãos Ativos foi a área de intervenção que recebeu mais candidaturas no ano passado - 65, das quais onze a conseguiram apoio. As próximas candidaturas abrem no quarto trimestre do próximo ano.

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