Conferências Ação Humanitária

O ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa lança um ciclo de conferências dedicadas à Ação Humanitária, acompanhado pela TSF, que passa pelos quatro cantos do mundo.

A missão 'Paz em Timor'

A missão do barco "Lusitânia Expresso", que rumou a Timor-Leste em 1992, na sequência do massacre de timorenses no cemitério de Santa Cruz, é o tema de mais uma sessão do Ciclo Internacional de Conferências em Ação Humanitária promivo pelo ISCTE.

Era o dia 9 de março de 1992. O "Lusitânia Expresso" partia de Darwin, na Austrália, para a última etapa de uma já longa viagem em nome da luta do povo de Timor-Leste.

O objetivo era levar flores até ao Cemitério de Santa Cruz, em Díli, onde, a 12 de novembro de 1991, as tropas indonésias mataram mais de 300 pessoas. Mas nunca chegou a desembarcar em Timor. Rodeado por navios de guerra e helicópteros indonésios, o navio voltou para trás e as flores foram deitadas ali mesmo, no mar.

A missão não chegou ao destino, mas Ana Lúcia Martins, investigadora do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa e coordenadora do Ciclo Internacional de Conferências em Ação Humanitária, sublinha o objetivo maior, ainda assim, alcançado: levar às bocas do mundo uma causa que, anos mais tarde, haveria de ter um final feliz.

Também a TSF seguia a bordo do navio que se tornaria decisivo na independência de Timor. O fim da ocupação indonésia chegaria em 2002, com Timor-Leste a tornar-se no primeiro país a conquistar a independência no século XXI.

"É possível construir utopias", diz Rui Marques, presidente do Instituto Padre António Vieira e antigo Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural, que foi responsável pela campanha "Paz em Timor", organizada em prol da independência e paz em Timor-Leste.

O orador convidado para a conferência do ISCTE sobre este tema confessa à TSF que sentiu uma grande recompensa ao ver a bandeira de Timor, finalmente, largar amarras.

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