Covid-19: Perguntas com Resposta

Tem dúvidas sobre o novo coronavírus? O que pode e o que não pode fazer quando está de quarentena? Que cuidados deve ter para prevenir a sua saúde e a dos outros? Em plena pandemia mundial, a TSF ajuda a responder a todas as dúvidas. Diariamente, depois das 15h00, a Prof. Cláudia Conceição (médica) e o Prof. Celso Cunha (virologista), do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, respondem às perguntas dos ouvintes.
Para participar pode ligar para o 808202173 ou deixar a sua pergunta em www.tsf.pt

Covid-19: Perguntas com Resposta. Com Rita Costa e António Botelho. Uma iniciativa TSF em parceria com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical, da Universidade Nova de Lisboa, e a Direção-Geral da Saúde

"Vírus pode ficar até três dias nas luvas". Mãos lavam-se com mais frequência

Em mãos saudáveis, sem feridas, "não existem evidências científicas de transmissão do vírus através da pele intacta, não havendo, assim, indicação para a sua utilização em situações do quotidiano".

As muitas questões sobre a utilização de luvas levaram os especialistas do Instituto de Higiene e Medicina Tropical a elaborar um documento explicativo acessível a todos.

É uma espécie de "tudo o que sempre quis saber sobre luvas" onde se pode ler que "apesar da barreira física que elas oferecem, a sua utilização pode fornecer uma falsa sensação de segurança".

"O uso de forma incorreta pode ter um efeito tão indesejável como o de não as usar, tornando-se uma forma de transmissão de microorganismos para o próprio utilizador", pode ler-se.

Os autores deste documento explicam que "os microorganismos podem passar através de pequenas imperfeições" existentes na superfície das luvas, como resultado da "utilização prolongada, reutilização, sujeição a agentes químicos que alteram os materiais que as constituem, ou rasgos acidentais".

No programa da TSF Perguntas com Resposta, a médica Cláudia Conceição que integra o grupo de membros da Comissão de Saúde Ocupacional, Biossegurança e Qualidade (CoSOBQ) do IHMT/NOVA. responsável por este documento, lembra que "até mesmo a sua remoção de forma incorreta pode causar contaminação": porque "resulta num risco acrescido de contacto com o vírus SARS-CoV-2 (causador da COVID-19) ou outro qualquer agente".

Mas se este documento alerta contra "a sensação de segurança" que pode "levar-nos a tocar de forma indiscriminada em todas as superfícies", fica um alerta para quem tem as mãos feridas.

"Pessoas com feridas, ou qualquer situação clínica que comprometa a continuidade da pele (ex.: psoríase, eczema, etc.) devem usar luvas", sublinha-se no documento.

Os especialistas explicam ainda que "a utilização de forma inadequada de luvas por períodos prolongados, pode levar à disseminação de agentes patogénicos para outros locais".

No programa Perguntas com Resposta, o virologista Celso Cunha lembrou que dependendo do material, as luvas podem alojar o novo coronavírus até três dias, o que "não acontece nas mãos que são lavadas com maior frequência".

E se as luvas "potencialmente contaminadas não forem descartadas da forma correta, e colocadas nos contentores de resíduos indicados, podem favorecer o aparecimento de novos focos de infeção".

O uso de luvas não exclui a necessidade de uma lavagem correta das mãos antes e depois da sua utilização.

Além do prejuízo económico resultante do desperdício de luvas em procedimentos para os quais não há indicação para a sua utilização.

Como usar corretamente luvas

Os especialistas aconselham a "lavar corretamente as mãos antes de colocar as luvas e sempre após a sua remoção", "não usar as mesmas luvas por períodos prolongados, pois estas vão-se degradando e perdendo a sua eficácia" e "não usar substâncias abrasivas ou outros produtos que possam comprometer a integridade das luvas".

No caso dos profissionais de saúde, é aconselhável "trocar sempre de luvas após observação de um doente ou após um procedimento em que se verifique que estão visivelmente contaminadas com sangue ou outros fluidos corporais".

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