Democracia, Para Que Te Quero

A TSF vai a escolas de norte a sul do país saber o que pensam os estudantes quando se fala de Democracia? Só de eleições? Ou de um modelo de organização da sociedade composta por cidadãos livres e iguais? Que direitos individuais e coletivos? Como vai ser o futuro? Democracia Para Que Te Quero, uma parceria da TSF com o Ministério da Educação.

Estado social ou Estado providência?

A TSF em conjunto com o Ministério da Educação foi às escolas moderar o debate entre alunos que apresentaram argumentos sobre como a democracia é essencial no nosso modelo de civilização. O primeiro debate foi com alunos da Escola Secundária Artur Gonçalves, em Torres Novas.

Quando a ideia surgiu o mundo era outro: ainda não havia a pandemia e a Rússia ainda não tinha invadido a Ucrânia. Entretanto o mundo mudou e a ideia manteve-se porque é essencial perceber, junto dos mais novos, para que serve a democracia.

A democracia é uma ideia que marca os sistemas políticos desde há 25 séculos e que soube crescer e adaptar-se aos novos tempos. Mas do que falamos, quando falamos de democracia?

É isso que a TSF, o Ministério da Educação e as escolas vão tentar responder numa iniciativa direcionada para os alunos. A Escola Secundária Artur Gonçalves, em Torres Novas, recebeu o primeiro debate que juntou vários estudantes do 10.º ao 12.º ano.

Democracia para que te quero? "A democracia queremos sobretudo para dar voz às nossas ideias e aos nossos problemas, aos nossos projetos, para participarmos. Para podermos limitar quem nos governa e mostrar que estamos sempre com atenção. O governo faz-se para os cidadãos e não o contrário", defende Mónica Dias, docente na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.

No arranque do debate, duas alunas, Maria Neves e Lara Vieira, expressaram opiniões diferentes sobre o tipo de debate que mais convém à nossa sociedade. Por um lado, Maria Neves, porta-voz do Grupo A, optou pelo Estado liberal. Porquê?

"Defendo o Estado liberal, portanto, garantir muito mais a autonomia e garantir as liberdades de cada indivíduo ao invés de garantir inicialmente o bem social. Porque no fundo, um Estado social vai estar sempre com a sombra do Estado, a figura paternal. No entanto, o Estado liberal defende muito mais que a responsabilidade social é a que melhor protege", explica a estudante de Torres Novas.

Por outro lado, Lara Vieira, porta-voz do Grupo B, defende o Estado previdência. "Um Estado mais intervencionista, tanto na economia como na garantia dos serviços básicos, como Saúde, Educação, Segurança Social. Acredito que o Estado providência seja o melhor para governar uma vez que garante salários mínimos e também horários máximos de trabalho."

A partir daqui, Maria Neves e Lara Vieira, com visões opostas, tentaram esmiuçar algumas das medidas que caracterizam cada um dos modelos que defendem, passando pelos impostos sobre os rendimentos, escalões do IRS, o apoio a desempregados, rendimento social de inserção, salário mínimo nacional, etc.

"Democracia para que te quero?" é uma iniciativa conjunta da TSF e do Ministério da Educação. São oito programas com moderação de Ricardo Alexandre e com a participação de Mónica Dias, docente da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica.

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