Estado da Nação

O programa pretende lançar uma reflexão sobre o estado da nação e dar pistas para ajudar as empresas a lidar com o impacto económico da pandemia de Covid-19. Como podem as empresas prevenir-se? Como pode a banca ajudar a manter a saúde das empresas e a competitividade da economia portuguesa?
Jorge Portugal, diretor-geral da COTEC, João Duque, Economista e Professor do ISEG, António Saraiva, Presidente da CIP, e Rui Constantino, Economista-chefe do Santander Portugal vão lançar pistas sobre que plano de ação definir.
Estas e outras questões serão debatidas todas as quartas-feiras, depois das 16h na TSF, e aos sábados no Dinheiro Vivo.

Um programa TSF e Dinheiro Vivo, em parceria com o Banco Santander

Só 1,2% das empresas têm contrato de financiamento Covid-19

António Saraiva revê em baixa números avançados pela CIP, no Estado da Nação, programa do DV e TSF em parceria com o Santander.

"À data de 30 de abril nós tínhamos 48.330 operações entradas. Contratadas - repito: contratadas -, estavam 505. Ou seja, menos ainda do que o número que avançámos segunda-feira", revê o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP).

António Saraiva refere-se ao número que a CIP indicava na passada segunda-feira de que apenas 3% das empresas que recorreram às linhas de crédito (relacionadas com a pandemia de Covid-19) com garantia estatal conseguiu ter luz verde por parte das instituições financeiras, passado cerca de mês e meio desde o início dos programas.

"Porque o número que nós apresentámos [segunda-feira] no nosso estudo refere um universo de 1.580 empresas, aqui é a totalidade das entradas e das contratadas. Só 1,2% dos processos entrados, 505, foi contratado", desmonta o representante do patronato.

António Saraiva analisou alguns dos erros cometidos neste processo de financiamento extraordinário das empresas pelo Estado, para mitigar os efeitos económicos e sociais provocados pela Covid-19, salvaguardando que a maioria deles está intimamente ligada à natureza muito própria desta pandemia. "

[Houve] alguns erros, é evidente que não está em causa a boa vontade do senhor ministro da Economia, não está em causa a vontade do governo em ajudar, as linhas são meritórias, tentaram responder a uma necessidade que provavelmente foi mal percecionada na dimensão que viria a atingir. "O governo lança inicialmente 100 milhões de euros, depois passa para 200 milhões, depois reforça para 400 milhões, depois reforça para 3 mil milhões, mas confinado apenas a alguns setores de atividade, e não a todos. E mesmo assim chega à conclusão que não chega e são necessários, e mesmo assim não chega, 6.2 mil milhões, que já estão largamente ultrapassados", enumera o presidente da CIP.

João Duque, economista e professor universitário, Rui Constantino, economista-chefe do Santander Portugal, e Nuno Fernandes Thomaz, presidente da Centromarca, também participam na discussão.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de