Estado da Nação

O programa pretende lançar uma reflexão sobre o estado da nação e dar pistas para ajudar as empresas a lidar com o impacto económico da pandemia de Covid-19. Como podem as empresas prevenir-se? Como pode a banca ajudar a manter a saúde das empresas e a competitividade da economia portuguesa?
Jorge Portugal, diretor-geral da COTEC, João Duque, Economista e Professor do ISEG, António Saraiva, Presidente da CIP, e Rui Constantino, Economista-chefe do Santander Portugal vão lançar pistas sobre que plano de ação definir.
Estas e outras questões serão debatidas todas as quartas-feiras, depois das 16h na TSF, e aos sábados no Dinheiro Vivo.

Um programa TSF e Dinheiro Vivo, em parceria com o Banco Santander

Governo concordou criar fundo de capitalização até dois mil milhões de euros

No debate do Estado da Nação, o presidente da CIP destacou a concordância do executivo em criar um fundo de capitalização para as empresas.

A CIP apresentou esta terça-feira ao Governo um conjunto de propostas para a reanimação da economia e António Saraiva destacou a concordância do executivo liderado por António Costa em criar um fundo de capitalização das empresas que pode ir até dois mil milhões de euros. Este é um dos destaques do Estado da Nação, programa do Dinheiro Vivo e TSF em parceria com o Santander.

"Entre as várias medidas que apresentámos na reunião com o senhor primeiro-ministro, está a criação de um fundo de capitalização de empresas. Sugerimos que o fundo deveria ter um montante na ordem dos três mil milhões de euros para ter alguma expressão", explica António Saraiva no programa a emitir esta tarde na TSF e que o Dinheiro Vivo dará à estampa na edição em papel que sai para as bancas no sábado com o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias.

"O governo mostrou enorme sensibilidade e concordância com estas nossas posições.

Ficou de se constituir um grupo de trabalho no âmbito do Ministério da Economia, envolvendo as entidades associativas empresariais, como aliás sugerimos, para se operacionalizar, eventualmente não com este montante que sugerimos", explicou o líder da CIP.

"Mas desde que se crie este fundo com este objetivo e com um montante significativo - 1,5 mil milhões, 2 mil milhões ou até 2,5 mil milhões, enfim, aquilo que for possível -, sendo que o Governo aguarda pela fatia do que vier a ser definido pela União Europeia, esperemos que tudo isto se reúna virtuosamente para se criar este objetivo", prosseguiu António Saraiva. "O governo aceitou de bom grado que possa ser concretizado e assim possamos reforçar, que é esse o objetivo que temos na proposta, os capitais do tecido empresarial português para que não fique tão exposto como seguramente vai ficar com os prejuízos que virão com esta crise", acrescentou.

Das palavras do presidente da CIP depreende-se que o fundo seja sempre abaixo dos três mil milhões de euros.

"Sim, o Governo disse que na sua avaliação esse valor seria excessivo, mas fiquei com a convicção, na conversa, que pelo menos os dois mil milhões seriam possíveis de atingir. Fiquei com essa expectativa", concluiu.

Finalmente, o representante do patronato designa este mecanismo como "um fundo de emergência, que acaba por ser um fundo de fundos e devia estar na órbita do IFD [Instituto Financeiro de Desenvolvimento], dando ao IFD essa operacionalização para a capitalização das empresas".

João Duque, economista e professor universitário, Rui Constantino, economista-chefe do Santander Portugal, e Ana Isabel Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde, também participam na discussão que pode ouvir no vídeo em cima.

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