Europa ao Centro

O centro do país está diferente. A TSF mostra o que mudou na região com os fundos da União Europeia Na cultura, na educação, no património, na ciência, na regeneração urbana, nas empresas, no turismo e na saúde. À 3ª e à 6ª feira, depois das 8h00. Uma parceria TSF/CCDRC- Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. Projeto cofinanciado pelo Programa Centro 2020 e pela União Europeia.

Centro 2020. Empresas com investimento para criação de produtos, internacionalização e qualificação de quadros

Desde o início do programa, o Centro 2020 apoiou as empresas com mais de 750 milhões de euros em fundos europeus. Esta área de investimento é responsável por 42,6% do total dos fundos aprovados.

Trata-se da área de maior investimento direto do programa operacional, com um total de 4230 projetos de 2893 empresas. Os fundos foram dirigidos às áreas da criação de produtos inovadores e diferenciados, da internacionalização e da qualificação dos quadros no âmbito das capacidades de organização e gestão das empresas.

Um dos grupos apoiados foi a Feedzai. A empresa de Coimbra é uma das líderes mundiais no desenvolvimento de protocolos de segurança para transferências bancárias. Paulo Marques, um dos fundadores da empresa, fala do impacto do ExpansionZai, um dos projetos com acesso a financiamento comunitário. O projeto baseou-se na aquisição de certificados e na internacionalização da marca, que até então estava essencialmente baseada em Portugal e nos Estados Unidos. O cofundador da Feedzai exemplifica com os Países Baixos, a Inglaterra ou a Austrália, países onde o projeto levou a um crescimento do volume de negócios.

A empresa, criada a partir da Universidade de Coimbra, recorre a financiamento comunitário há mais de dez anos. Além do ExpansionZai, contam-se projetos como o CloudZai, o Pulse ou o CrimeHub. Paulo Marques lembra que "nos Estados Unidos da América ou em Inglaterra é relativamente fácil conseguir capital de risco", um processo "mais complicado em Portugal". É nesse sentido que o cofundador da empresa realça a importância dos fundos europeus, que permitiram levar ao crescimento "de uma forma mais estruturada e pensada".

Outro projeto com financiamento comunitário neste período foi o InsightZai. Paulo Marques explica que este produto permitiu uma melhoria na análise inteligente de transações através da criação de modelos de prevenção de fraude que permitem acelerar a deteção de comportamentos suspeitos.

A pandemia levou também a uma reprogramação dos fundos comunitários e, em concreto, do financiamento atribuído através do Centro 2020. Neste contexto, foram apoiadas 769 empresas com um total de 50 milhões de euros em verbas europeias.

A Immunethep, empresa portuguesa sediada em Cantanhede, está atualmente a desenvolver uma vacina para a Covid-19. Bruno Santos, o CEO da empresa, explica que o projeto surgiu durante o primeiro confinamento. Numa altura em que produtos básicos como máscaras ou luvas estavam esgotados, a empresa procurou fazer uso do seu conhecimento de modo a criar "um produto que seja útil e que esteja de acordo com aquilo que são as necessidades" do país.

Bruno Santos considera que as verbas comunitárias permitiram "acelerar o processo" durante a primeira fase do projeto. De acordo com o CEO da Immunethep, o financiamento levou a que a empresa esteja agora pronta para entrar em ensaios clínicos.

O objetivo é que "dentro de cerca de um ano a vacina entre no mercado", aproveitando as aprovações rápidas da Agência Europeia de Medicamentos ou da congénere norte-americana. Ainda assim, tudo está dependente do financiamento. Bruno Santos lembra que o investimento público é essencial para o desenvolvimento de produtos como esta vacina.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de