Europa ao Centro

O centro do país está diferente. A TSF mostra o que mudou na região com os fundos da União Europeia Na cultura, na educação, no património, na ciência, na regeneração urbana, nas empresas, no turismo e na saúde. À 3ª e à 6ª feira, depois das 8h00. Uma parceria TSF/CCDRC- Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. Projeto cofinanciado pelo Programa Centro 2020 e pela União Europeia.

Centro 2020. Fundos comunitários permitiram aposta na Educação desde o pré-escolar ao Ensino Superior

Desde o início do programa, o Centro 2020 está a apoiar a Educação com quase 300 milhões de euros em fundos europeus.

O investimento alcança os vários níveis de ensino e diferentes tipos de projetos. Do ensino pré-escolar até ao secundário, houve apoios para a construção e requalificação das escolas e dos equipamentos escolares e informáticos.

Houve também financiamento dedicado para escolas em territórios económica e socialmente desfavorecidos, onde a exclusão social e o abandono escolar se manifestam particularmente. A promoção do sucesso educativo estendeu-se a todo o território, com a criação de programas de combate ao insucesso escolar de âmbito intermunicipal.

Um exemplo destes programas intermunicipais é o "Realiza.te". O programa da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC) tem uma abordagem adaptada às necessidades de cada um dos territórios. Jorge Brito, o secretário-executivo da CIMRC, fala de um programa abrangente, com a criação de "equipas multidisciplinares que abrangeram, nos nossos 19 municípios, mais de 75 trabalhadores e cerca de 5000 alunos", e destaca a capacidade de criar "programas de educação parental diversificados", o "apoio a crianças institucionalizadas e carenciadas" ou o desenho de vários programas inovadores.

Jorge Brito fala de indicadores "muito positivos" no envolvimento com as comunidades e considera que o programa é um sucesso. O secretário-executivo da CIMRC diz ainda que "os fundos do Centro 2020 foram fundamentais para a execução deste projeto", e que este não seria possível de outra forma tendo em conta a "magnitude de projetos" e a "abordagem de largo espectro do ponto de vista territorial e financeiro".

No âmbito do Ensino Superior, o financiamento também chegou a várias áreas. Por um lado, houve fundos dedicados aos programas de doutoramento das universidades da região. Houve, também, financiamento para os cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP) dos institutos politécnicos, com vista ao aumento do número de pessoas com formação superior.

No Instituto Politécnico de Leiria (IPL), os cursos TeSP existem desde 2015. O presidente do IPL, Rui Pedrosa, explica que os cursos de dois anos são "vocacionados para a profissionalização" e que "têm protocolos de estágio para todas as vagas aprovadas". É neste sentido que os cursos criam "uma relação direta com a sociedade", uma vez que são promotores de "empregabilidade qualificada".

O presidente do IPL conta também que o financiamento europeu permitiu a aposta nos cursos e em equipamento especializado. De acordo com Rui Pedrosa, "estes cursos TeSP não são financiados via Orçamento do Estado", pelo que as instituições estão "dependentes deste investimento através dos fundos comunitários". Um investimento "determinante", nas palavras do presidente do IPL.

O Centro 2020 apostou ainda em cursos de Formação Tecnológica, na criação de bolsas de mobilidade em territórios de baixa densidade populacional e na aquisição de equipamentos informáticos para combater os efeitos da pandemia no ensino.

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