Europa ao Centro

O centro do país está diferente. A TSF mostra o que mudou na região com os fundos da União Europeia Na cultura, na educação, no património, na ciência, na regeneração urbana, nas empresas, no turismo e na saúde. À 3ª e à 6ª feira, depois das 8h00. Uma parceria TSF/CCDRC- Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. Projeto cofinanciado pelo Programa Centro 2020 e pela União Europeia.

Centro 2020. Inovação e desenvolvimento tecnológico foram alvo de investimento na área da Ciência

Desde o início do programa, o Centro 2020 apoiou um total de 565 projetos na área da Ciência com mais de 200 milhões de euros em fundos europeus.

Entre os projetos contam-se iniciativas promovidas por mais de 290 empresas com apoios à inovação e desenvolvimento tecnológico. O programa apoiou também a investigação científica e a promoção de conhecimento nas instituições de Ensino Superior da região, bem como criação de infraestruturas como parques de ciência ou incubadoras.

Uma das iniciativas apoiadas neste período é a Rede Nacional de Imagiologia Funcional Cerebral, um projeto liderado pela Universidade de Coimbra que junta a investigação à área da medicina nuclear.

No âmbito do Centro 2020, a rede recebeu uma dotação de mais de 5 milhões de euros. O maior bolo de investimento serviu para a aquisição de dois novos tomógrafos PET. Miguel Castelo Branco, o investigador responsável pelo projeto, explica que os equipamentos permitem "uma colaboração muito íntima entre médicos e investigadores na produção de conhecimento na área do diagnóstico e da terapêutica", em particular "na área das neurociências clínicas", mas também em áreas como "a cardiologia e a oncologia".

Miguel Castelo Branco explica que este tipo de investimentos são "críticos", uma vez que a tecnologia na área está em constante evolução, e declara-se "bastante satisfeito" com a existência de financiamento para responder às necessidades.

O investigador destaca ainda o papel da rede na criação de "biobancos de imagem", que vão ter como objetivo a partilha de dados para benefício científico.

Outro espaço de investimento na Ciência surge em Ílhavo, onde se encontra o PCI - Parque de Ciência e Inovação. Este projeto teve início no Programa Operacional anterior e foi concluído com um investimento adicional de cerca de 7 milhões de euros através do Centro 2020. O PCI foi inaugurado em março de 2018 e tem como principal acionista a Universidade de Aveiro.

João Veloso, vice-reitor daquela instituição de ensino superior, explica que o parque é um projeto que procura ter impacto em toda a região. O PCI "pretende ser um pilar para a inovação, o conhecimento e a transferência de tecnologia", bem como um foco para a "qualificação e fixação de recursos humanos" na zona.

O desenvolvimento a curto e médio prazo é outro dos eixos do projeto. João Veloso explica que há planos para a ampliação do parque, "nomeadamente para a construção de um edifício que possa acolher projetos na área do mar e da energia, que são estratégicos". Para o vice-reitor da Universidade de Aveiro, o espaço demonstrou desde a sua inauguração uma capacidade assinalável em atrair empresas a nível nacional e internacional.

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