Europa ao Centro

O centro do país está diferente. A TSF mostra o que mudou na região com os fundos da União Europeia Na cultura, na educação, no património, na ciência, na regeneração urbana, nas empresas, no turismo e na saúde. À 3ª e à 6ª feira, depois das 8h00. Uma parceria TSF/CCDRC- Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. Projeto cofinanciado pelo Programa Centro 2020 e pela União Europeia.

Centro 2020. Investimento na Regeneração Urbana procurou a recuperação de espaços, edifícios e comunidades

Desde o início do programa, o Centro 2020 apoiou a regeneração urbana com cerca de 240M€ em fundos europeus.

No contexto desta área de investimento, os centros urbanos da região viram aprovados 452 projetos. Os apoios foram dirigidos à regeneração física de espaços e de edifícios. Houve também investimento direcionado para uma regeneração das condições humanas, com projetos para áreas associadas a comunidades desfavorecidas.

Em Castelo Branco surgiu o projeto das Hortas Sociais "Quinta do Chinco". Esta quinta de cerca de 4 hectares viu crescer um espaço de lazer e de produção agrícola. Jorge Pio, o vice-presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, conta que todos os 88 talhões estão atribuídos e que há uma lista de espera "considerável". O vereador elogia ainda o envolvimento dos utilizadores que "se envolveram muito com o projeto", seja nas "práticas agrícolas" ou na perspetiva do "espírito de comunidade e de partilha entre os hortelãos".

Jorge Pio destaca a capacidade do projeto em "escalar para outras dimensões", que permitiram a criação de projetos educativos e de integração social, como por exemplo uma parceria com a APPACDM local. O vereador explica também que a atribuição dos talhões da Quinta do Chinco beneficia a população tendo em conta critérios como a situação de emprego, os rendimentos ou o número de pessoas no agregado familiar.

O vice-presidente da autarquia fala ainda da boa utilização e execução de fundos europeus em Castelo Branco. A situação permite que "estas decisões sejam ainda mais sustentadas do ponto de vista financeiro", apesar da boa saúde económica do município.

Em Tomar encontramos um projeto de regeneração urbana relacionado com comunidades desfavorecidas. A entrada sul da cidade tem, desde há cerca de 50 anos, um acampamento com mais de 200 pessoas de etnia cigana a viver em condições pouco favoráveis.

Anabela Freitas, a presidente da Câmara Municipal de Tomar, explica que o projeto funcionou com três fases de atuação. Houve reabilitação de edifícios no centro histórico, reabilitação de bairros sociais e criação de centros de acolhimento temporário. O objetivo foi responder a mais do que uma necessidade, e permitiu "não só reabilitar edificado que estava danificado e em mau estado" como também para dar resposta ao "direito à habitação condigna para todos os cidadãos".

O projeto não foi exclusivamente pensado para responder às necessidades da comunidade de etnia cigana. A autarca dá o exemplo da reabilitação do centro histórico, onde o concurso também entregou habitações a outras pessoas qualificadas para habitação social. Anabela Freitas explica ainda que o acesso a fundos europeus permitiu "realojar pessoas muito mais rápido", uma prioridade para o projeto.

Anabela Freitas destaca ainda o papel dos centros de acolhimento temporário. Aqui o objetivo passa por trabalhar a adaptação das comunidades de parte-a-parte num processo que nem sempre é imediato.

Pode descobrir mais sobre estes e outros projetos apoiados pelo Centro 2020 aqui.

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