Europa ao Centro

O centro do país está diferente. A TSF mostra o que mudou na região com os fundos da União Europeia Na cultura, na educação, no património, na ciência, na regeneração urbana, nas empresas, no turismo e na saúde. À 3ª e à 6ª feira, depois das 8h00. Uma parceria TSF/CCDRC- Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. Projeto cofinanciado pelo Programa Centro 2020 e pela União Europeia.

Centro 2020. Projetos contribuem para um Património conservado e mais atrativo para os visitantes

Desde o início do programa, o Centro 2020 apoiou o património com cerca de 30M€ em fundos europeus.

O investimento foi dedicado a duas áreas de intervenção e apoiou um total de 54 projetos. Por um lado, foram dirigidos fundos para o património regional da UNESCO. Por outro, houve também intervenções no que diz respeito ao património classificado de âmbito nacional, caso de vários monumentos.

No âmbito do património UNESCO, houve espaço para um projeto de conservação e valorização do Convento de Cristo, dos Mosteiros de Alcobaça e da Batalha e do Museu Nacional Machado de Castro.

O projeto, liderado pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), tem como ponto mais avançado a recuperação do Mosteiro de Alcobaça. Rui Santos, subdiretor da DGPC, explica que as intervenções em Alcobaça procuram "facilitar a fruição pública do visitante e a criação de um circuito autónomo da igreja", de modo a acomodar as necessidades quer do teor turístico quer do aspeto religioso do espaço. Rui Santos destaca ainda o momento como a primeira vez que se deu "uma intervenção total de restauro do pórtico do Mosteiro de Alcobaça".

O objetivo para os quatro monumentos passa por continuar a recuperação dos espaços de acordo com o respetivo Plano Diretor. O subdiretor da DGPC explica que se trata de investimento "muito avultado", pelo que o acesso a fundos comunitários tem um caráter essencial para poder levar a cabo a intervenção "num curto espaço de tempo".

O projeto pretende um aumento de visitantes na ordem dos 200 mil por ano, número que estava a ser alcançado até à chegada da pandemia. Apesar da quebra, Rui Santos realça que as intervenções procuram tornar os monumentos e a região mais atrativos para os visitantes.

Outro exemplo de intervenção no património foram as Termas Romanas de São Pedro do Sul. O espaço termal teve várias utilizações ao longo dos séculos. Mais recentemente foi escola primária, igreja ou até um bar. Entretanto a degradação do edifício foi aumentando.

O projeto de recuperação das termas surgiu neste contexto e levou a uma inauguração em agosto de 2019. Vítor Figueiredo, o presidente da Câmara Municipal de São Pedro do Sul, explica que entre a inauguração e a chegada da pandemia, houve "milhares de pessoas a passar naquelas instalações", com fins-de-semana com "cerca de duas mil pessoas". Valores "muito razoáveis para uma zona do interior", de acordo com o autarca.

Do projeto preparado falta apenas concluir o projeto de musealização. Vítor Figueiredo lembra que o seu executivo encontrou "necessidades mais urgentes para a população", como questões ligadas ao saneamento ou de acesso de água ao domicílio. Por este motivo, destaca o papel dos fundos comunitários, sem os quais "nunca teriam hipóteses de poder reativar aquele edifício".

O autarca explica ainda que o projeto se enquadra numa estratégia de valorização da região. O objetivo passa por combater as assimetrias que ainda existem entre o litoral e o interior

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