Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
Domingo, depois das 11h00. À segunda-feira, depois das 13h00 em versão compacto

"A Operação Marquês parece um anúncio das Chaves do Areeiro", diz Ricardo Araújo Pereira

Na semana que passou surgiram novas transcrições dos interrogatórios que estão a ser levados a cabo pelo juiz Ivo Rosa na fase de instrução da Operação Marquês, que foram tema de conversa no Governo Sombra.

São já nove, os cofres envolvidos nas movimentações de dinheiro entre os arguidos da Operação Marquês, e ficámos também a saber que o antigo primeiro-ministro acha "normal" levar 10 mil euros no bolso quando vai de férias.

Quando questionado pelo moderador Carlos Vaz Marques, Ricardo Araújo Pereira confessa não conseguir escolher o ponto que mais captou a sua atenção nas informações que vieram agora a púbico, mas que o facto de estarem já envolvidos nove cofres faz o caso parecer "um gigantesco anúncio das Chaves do Areeiro", e lamenta que as conversas entre Sócrates e o juiz Ivo Rosa o façam sentir "o único pelintra que não tem um cofre" cheio de dinheiro.

Carlos Santos Silva, que começou agora a ser interrogado na fase de instrução da Operação Marquês, admitiu que o contrato de arrendamento da casa de Paris era fictício, já que José Sócrates não pagava renda, admitindo ainda que Domingos Farinho e Miguel Abrantes tinham contratos com ele, mas não lhe prestavam serviços. Para o humorista, "isto é engraçado, porque vem da órbita do homem que introduziu o simplex. Isto é o complicadex, é papelada que não serve para nada." - Remata Ricardo Araújo Pereira.

Há ainda outra "ironia" destacada pelo humorista, que é o contraste entre o "animal feroz" (Sócrates), que depois "pede dinheiro à mamã", quando Carlos Santos Silva garante que Sócrates ajudava a mãe financeiramente, o que cria uma "pescadinha de rabo na boca" de ajuda mútua, que Ricardo Araújo Pereira acha difícil de compreender: "Este apoio mútuo é como aqueles bêbados que um está torto para esquerda e outro está torto para a direita, e eles vão com o ombro um no outro, e andam a direito. Eu percebo como é que isto funciona com bêbados, financeiramente não tenho ideia de como é que isto possa funcionar." - Brinca o humorista.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt.

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