Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
Domingo, depois das 11h00. À segunda-feira, depois das 13h00 em versão compacto

"Agarrem-me, senão eu baixo o IVA da eletricidade!"

Ricardo Araújo Pereira fala sobre a "fanfarronice" que marcou as negociações para a redução do IVA da eletricidade na discussão do Orçamento do Estado na especialidade.

Depois de três dias de discussão no Parlamento, o Governo conseguiu aprovar o Orçamento do Estado para este ano sem baixar o IVA da eletricidade. Carlos César chegou mesmo a levantar a hipótese de demissão do Governo , caso a proposta do PSD tivesse ido avante.

No programa Governo Sombra, Ricardo Araújo Pereira confessou ter chegado a acreditar que a descida do IVA da eletricidade iria mesmo avante, e explicou porquê: "Uma vez que a maioria do Parlamento desejava baixar o IVA da eletricidade, eu pensei que, em princípio, por causa disso, iam baixar o IVA da eletricidade", um raciocínio que, à primeira vista, é fácil de seguir.

O que não foi tão fácil de seguir foram os avanços e recuos durante as votações, e, de cinco propostas para redução do IVA da eletricidade, nenhuma foi avante. A proposta que esteve mais perto de ser aprovada foi a do PCP, de descida do IVA da eletricidade para 6%, que acabou chumbada com o voto contra do PS, CDS, PAN e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira . Votaram a favor o PCP, o PEV, o Bloco de Esquerda, a Iniciativa Liberal e o Chega. O PSD, que tinha anunciado pouco antes que votaria favoravelmente a proposta comunista, voltou atrás e absteve-se, depois de ter retirado a sua própria proposta, ao ver chumbadas as contrapartidas que tinha proposto.

António Costa, à saída da votação que aprovou o Orçamento do Estado para 2020, admitiu ter ficado "muito surpreendido" com o PSD em relação à proposta da redução do IVA na eletricidade e acusou Rui Rio de ter usado o tema como um "instrumento de campanha".

Para Ricardo Araújo Pereira, foi um momento de "Agarrem-me, senão eu baixo o IVA da eletricidade!", insinuando que, na verdade, o PSD nunca quis mesmo aprovar a descida do IVA da energia, e lamentando que os partidos incluam nos seus programas medidas que depois não aprovam, quando confrontados com a possibilidade de o fazer: "Todos estes partidos puseram no programa a descida do IVA da eletricidade. Se depois a descida do IVA da eletricidade não pode ser feita, porque isso sacrifica a estabilidade, então não as ponham no programa. Se não eu faço um programa cheio de medidas excelentes, mas que depois a estabilidade não permite" - Conclui o humorista.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt.

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