Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
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"Costa perdeu a oportunidade de demitir o Presidente do Eurogrupo", diz Ricardo Araújo Pereira

A intriga política foi ​​​​​​​desconfinada e remeteu a pandemia para segundo plano, na abertura dos telejornais.

No debate quinzenal, António Costa garantiu ao Bloco de Esquerda que não seriam feitas novas injeções de capital no Novo Banco até serem conhecidos os resultados de uma auditoria em curso, mas afinal, o Ministério das Finanças tinha já ordenado, no dia anterior, a transferência de mais 850 milhões de euros para a instituição bancária.

António Costa pediu depois desculpa ao Bloco de Esquerda, pela informação errada que tinha sido transmitida, e que foram recebidas e aceites por Catarina Martins.

Em entrevista à TSF , Mário Centeno explicou que a transferência em questão estava prevista no Orçamento do Estado, e consistia numa obrigação contratual para o Estado Português, sob pena de incumprimento.

Mas o caso não ficou por aqui, porque Marcelo Rebelo de Sousa elogiou António Costa, defendendo que o Primeiro-Ministro esteve muito bem ao defender a ideia de que não deveriam ser feitas novas transferências sem se saber o resultado das auditorias em curso, gesto que foi entendido como um " tirar do tapete " a Mário Centeno.

A sucessão de acontecimentos levou o Ministro das Finanças a querer demitir-se, mas, depois de um telefonema de Marcelo Rebelo de Sousa e de uma reunião com António Costa, decidiu ficar .

Para Ricardo Araújo Pereira este foi um verdadeiro exercício de funambulismo do Presidente da República, que por um lado disse que o Primeiro-Ministro esteve muito bem, mas por outro ligou a Mário Centeno para que ele não se demitisse.

Outra conclusão que Ricardo Araújo Pereira partilhou no programa Governo Sombra, é a de que António Costa perdeu a oportunidade de "fazer ver à Europa, demitindo o Presidente do Eurogrupo", o que seria "muito engraçado", na opinião do humorista.

Ricardo Araújo Pereira recorda também os tempos em que os líderes partidários esgrimiam os seus "Centenos" durante a campanha eleitoral, e pergunta-se sobre o que se terá passado nos mercados e que possa ter levado à desvalorização dos "Centenos".

O humorista também apontou a ironia de ter sido uma pergunta nada extremista da esquerda, que quis simplesmente perceber em que condições seria feito o pagamento de uma nova tranche ao Novo Banco, e não uma qualquer "posição extremista" - como preconizaram alguns no passado - a levar a uma (quase?) crise no Governo.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt.

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