Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
Domingo, depois das 11h00. À segunda-feira, depois das 13h00 em versão compacto

Governo Sombra arrasa homenagem de Bolsonaro aos mortos por Covid-19

Esta semana realizou-se o primeiro ato público do governo do Brasil em homenagem aos mortos por Covid-19, que são já mais de 55 mil no país, segundo números oficiais.

A insólita homenagem Às vítimas de Covid-19 no Brasil foi transmitida ao vivo nas redes sociais: Gilson Machado, Presidente da Agência para a Promoção do Turismo, interpreta, a pedido de Bolsonaro, uma versão ao acordeão (conhecido no Brasil como sanfona) de "Avé Maria".

Durante o momento musical, o Presidente do Brasil, envergando o habitual fato de treino, rearranja papéis na secretária e olha em redor, demonstrando óbvio enfado. O vídeo é de tal forma insólito, que correu mundo, não só nas redes sociais, mas também em órgãos de comunicação social de vários países.

Ricardo Araújo Pereira nota que não só nunca tinha ouvido o "Avé Maria" em acordeão, como continua com a sensação de não ter ouvido, tal é a qualidade da interpretação: "O que ouvimos tanto pode ser o Avé Maria de Schubert como os Parabéns a Você", diz o humorista, fazendo também notar que não é sequer claro que a homenagem se dedique às pessoas que morreram: "Bolsonaro diz: é uma homenagem aos que se foram, mas não diz que são pessoas. Pareceu-me uma homenagem muito bonita a um gato morto. até porque a homenagem reproduz o som de gatos que estão doentes." - remata Ricardo Araújo Pereira.

João Miguel Tavares tenta imaginar o que poderão ter sentido muitos brasileiros, ao assistiram a tal espetáculo: "Eu acho que para qualquer brasileiro com um QI acima de 100 deve ter aquela sensação de ser um romano durante a invasão dos bárbaros. Olhamos para aquilo e pensamos: o que é que aconteceu ao Brasil?".

Pedro Mexia comenta que a homenagem está ao nível da preocupação que Bolsonaro tem demonstrado com a situação dramática que vive o Brasil: "Se fosse um Chefe de Estado preocupado com os seu concidadãos, seria uma missa de requiem, 40 salvas de canhão... Assim, é uma "sanfona"! É o "nacional-sanfonismo", é a ideologia bolsonarista". Pedro Mexia mostra-se mesmo desolado: "Isto é um Chefe de Estado de um país que não é uma micro-república com 500 mil habitantes. É um dos grandes países do mundo, não só em termos da população e de dimensão, mas um país falado há uns anos como um dos BRICs (acrónimo de Brasil, Rússia, India e China, o conjunto de países em desenvolvimento que se destacavam no cenário mundial), um dos países emergentes que poderia ter um assento no concerto das nações... agora, é "sanfona." - lamenta.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de