Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
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O Novo Banco parece estar a "criar calo" na sociedade, diz Ricardo Araújo Pereira

Esta semana veio a público mais uma polémica com o Novo Banco, que foi tema de conversa no Governo Sombra.

Ricardo Araújo Pereira quis ser "ministro da Novidade", para falar na mais recente polémica que evolve o Novo Banco: uma investigação de Paulo Pena para o jornal público revelou que o banco terá vendido um conjunto de imóveis, em outubro de 2018, a entidades de um fundo registado nas Ilhas Caimão, a um preço significativamente abaixo do registado (os imóveis estavam registados no balanço do banco por 631 milhões de euros e foram vendidos por 364 milhões), tendo o Fundo de Resolução coberto perdas de centenas de milhões de euros. Além disso, o negócio foi feito com dinheiro que o Novo Banco emprestou ao fundo para este fazer esta aquisição.

Vendo bem, Ricado Araújo Pereira reconhece que "não há assim grande novidade", e, na verdade, teme que a sociedade portuguesa esteja mesmo a desenvolver o "calo do Novo Banco", com as sucessivas polémicas que envolvem o chamado "banco bom" que resultou do fim do BES.

Tentando resumir o negócio, o humorista explica com uma metáfora: "Eu tenho um quilo de maçãs que me custou dois euros. E vendo a uma pessoa, que eu não sei quem é, por um euro. E essa pessoa diz-me assim: "Tens um euro que me emprestes?" - Para me pagar o euro. E depois, eu peço ao fundo de resolução o euro que falta".

O humorista lamenta também que, aparentemente, tenha sido mais uma vez o dinheiro dos contribuintes o primeiro a entrar no negócio: "Isto é uma espécie remodelação do conceito de "amigo secreto", que é quando um amigo secreto compra uma coisa para nos oferecer no natal. Aqui, somos nós que vendemos algo a um amigo que é secreto, o banco emprestou-lhe o dinheiro para que ele comprasse, e o que faltava, nós pusemos. Ou seja, neste negócio, as únicas pessoas que já entraram com algum dinheiro, fomos nós!".

O Conselho de Administração Executivo do Novo Banco garantiu que a venda do projeto Viriato não causou prejuízos diretos ao Fundo de Resolução, na mesma semana em que anunciou que vai ter de pedir mais 176 milhões de euros ao Fundo de Resolução para cobrir prejuízos.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt.

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