Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
Domingo, depois das 11h00.

"Pode um totó dirigir o Benfica?", pergunta Ricardo Araújo Pereira

Ricardo Araújo Pereira questiona a atual direção do clube, depois da detenção de Luís Filipe Vieira.

Luís Filipe Vieira foi detido no âmbito do processo Cartão Vermelho por suspeitas de crimes de burla qualificada ao fundo de resolução bancária, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, e abuso de confiança referente a ganhos milionários na venda de 25% do capital da Benfica SAD a um empresário estrangeiro.

Ricardo Araújo Pereira quis ser "ministro do Glorioso", algo que o envaidece já que presidente e Benfica são coisas distintas. Pondo de parte possíveis apontamentos humorísticos que pudessem emergir do facto de o presidente do "clube das águias" ter sido detido em simultâneo com o "Rei dos Frangos", o humorista garante que a ironia principal neste caso é o presidente do Benfica estar a ser acusado de lesar o Benfica: "Lesar o Estado, que somos todos nós, eu não me importo, agora, roubarem o Benfica, é aquele crime que eu acho que... Era castração química!".

Dois dias depois de ter sido detido, Luís Filipe Vieira anunciou em comunicado suspender todas as funções no Benfica, reforçando que "o clube está em primeiro lugar". Ricardo Araújo Pereira critica o tempo que Luís Filipe Vieira levou a constatar esse facto e coloca em causa a atual presidência do clube, mesmo que nos estatutos do mesmo estava prevista a nomeação direta do sucessor pelo presidente, em caso de impedimento. "Dá-me a sensação de que quem redigiu os estatutos, (...) não previu que o presidente do Benfica pudesse não ser exatamente um benfiquista, que fosse preso e que fosse preso por lesar o clube!" - E questiona se Luís Filipe Vieira, estando sob estas acusações, terá a legitimidade conferida pelos estatutos para nomear o seu sucessor.

Ricardo Araújo Pereira apresenta ainda três hipóteses para classificar a atual direção do Benfica, que esteve ao lado de Luís Filipe Vieira ao longo dos últimos anos: "cúmplice, conivente ou totó", e defende que, mesmo considerando a "hipótese benevolente", ou seja, "totó", não é recomendável: "Pode um totó dirigir o Benfica?" - Pergunta o humorista.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt.

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