Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
Domingo, depois das 11h00. À segunda-feira, depois das 13h00 em versão compacto

RAP e o "pronto a vestir jurídico" de José Sócrates

José Sócrates começou esta semana a ser interrogado pelo juiz Ivo Rosa na fase de instrução da Operação Marquês. O antigo primeiro-ministro está acusado de 31 crimes económico-financeiros, entre os quais corrupção passiva.

No programa Governo Sombra desta semana, Ricardo Araújo Pereira destacou alguns pontos entre o que tem vindo a público do interrogatório a José Sócrates: quando o Ivo Rosa pergunta qual o motivo que levou o antigo primeiro-ministro a receber dinheiro do amigo e empresário Carlos Santos Silva em numerário e não por transferência bancária, Sócrates respondeu que usaram dinheiro vivo porque "transferências bancárias poderiam dar a ideia de que trabalhava para o amigo". Ricardo Araújo Pereira pergunta como é que a ideia que deu o uso de dinheiro vivo - a de que Sócrates andaria a viver à custa dos amigos - é mais digna do que andar a trabalhar para eles, e recorda que inicialmente a justificação dada pelos advogados do antigo primeiro-ministro foi a de que Sócrates não confiava no sistema bancário. "Portanto, isto é pronto a vestir jurídico: "O que é que achas desta desculpa? Fica-me ridícula? Então espera aí... Ó Luís! E esta? Está melhor?" - brincou o humorista.

Outro momento destacado por Ricardo Araújo Pereira foi a explicação dada por José Sócrates quando o juiz Ivo Rosa lhe perguntou porque continuou a pedir empréstimos aos amigos, quando recebia 12.500 euros mensais de uma empresa para a qual trabalhava. Sócrates terá respondido que "12.500 euros por mês não chega para Paris". Araújo Pereira recorda que quando acusaram Sócrates de levar uma "vida faustosa" ele se indignou e perguntou se "A vida faustosa é ir tirar um mestrado para Paris? É querer que os filhos acabem o liceu numa escola internacional?". O humorista responde às perguntas com um "É pá, sim".

O último ponto que chamou a atenção de Ricardo Araújo Pereira foi a resposta de Sócrates quando Ivo Rosa o questionou sobre a despesa de sete mil euros numa viagem de ski na Suíça, no Natal, quando diz viver com dificuldades financeiras, ao que o antigo primeiro-ministro terá respondido serem "gastos normais da classe média". Ricardo Araújo Pereira não tem dúvidas de que sejam, provavelmente, gastos da classe média... mas do Mónaco, e não de Portugal.

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